Sem férias após a eleição, Pazolini volta ao trabalho como delegado antes de assumir o Governo do ES
Eleito governador do Espírito Santo no último domingo (25), Lorenzo Pazolini surpreendeu ao retornar às atividades na Polícia Civil após oito anos afastado. Em vez de um período de descanso, decidiu conciliar o expediente com a transição de governo.

A campanha eleitoral terminou, os votos foram contabilizados e a vitória nas urnas foi confirmada. Para muitos políticos, o período após uma eleição representa uma oportunidade de descanso depois de meses de compromissos e disputas. Mas o governador eleito do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), escolheu um caminho diferente: voltou ao trabalho como delegado da Polícia Civil.
Apenas um dia depois de vencer o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25), Pazolini retomou, na segunda-feira (26), uma atividade profissional da qual estava afastado desde 2018, quando ingressou na vida política.
O retorno não será apenas simbólico. O governador eleito pretende continuar cumprindo suas funções na instituição até as proximidades da posse, prevista para 6 de janeiro de 2027.
De volta ao expediente, mesmo depois da vitória
Pazolini está lotado no gabinete da Superintendência de Polícia Regional Metropolitana (SPRM), estrutura responsável por unidades policiais da Grande Vitória, sob a chefia do delegado Ícaro Ruginski.
No local, desempenha principalmente funções administrativas, embora a estrutura também permita a participação em atividades operacionais.
A assessoria do governador eleito confirmou que ele retornou normalmente à condição de servidor público e que pretende conciliar o expediente com os compromissos relacionados à formação do próximo governo.
Segundo o comunicado, as atividades da transição serão realizadas sem prejuízo das responsabilidades funcionais assumidas na Polícia Civil.
O retorno foi oficializado por meio de uma instrução de serviço assinada pelo delegado-geral Jordano Bruno, publicada no Diário Oficial do Espírito Santo na quarta-feira (28).
Uma decisão que chama atenção no cenário político
O período entre a eleição e a posse costuma ser dedicado à organização das futuras equipes de governo, às negociações políticas e à definição das prioridades administrativas.
No caso de Pazolini, essas atividades terão de dividir espaço com a rotina de delegado.
A escolha oferece um contraste com a possibilidade de utilizar o intervalo após uma campanha intensa para descansar. No entanto, não significa que outros governadores eleitos ou agentes políticos necessariamente tenham optado por férias.
A decisão também coloca em evidência uma particularidade da trajetória de Pazolini: antes de conquistar cargos eletivos, ele já havia construído uma carreira no serviço público.
De Aracruz à chefia do Governo do Espírito Santo
A trajetória de Pazolini na Polícia Civil começou em 2007, quando ingressou na carreira de delegado. Sua primeira atuação foi no município de Aracruz, no Norte do Espírito Santo.
Posteriormente, passou por unidades especializadas, incluindo a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, a Corregedoria e a Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei. Em 2015, assumiu a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
Em 2018, iniciou a carreira política ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Dois anos depois, foi eleito prefeito de Vitória e, em 2024, conquistou a reeleição ainda no primeiro turno.
Em abril de 2026, deixou a prefeitura para disputar o Governo do Espírito Santo, vencendo a eleição no segundo turno, realizado em 25 de outubro.
Agora, enquanto se prepara para comandar o Estado, Pazolini volta temporariamente à rotina de servidor público. Tribuna Online+1
Trabalho e transição até janeiro
O retorno à Polícia Civil também tem um aspecto administrativo. Como Pazolini não exerce atualmente mandato eletivo, sua lotação na corporação segue as normas funcionais aplicáveis aos servidores. A medida, portanto, não deve ser interpretada apenas como uma decisão pessoal de abrir mão de férias. Sim Notícias+1
O fato concreto é que o governador eleito voltou às atividades na segunda-feira seguinte à eleição e pretende permanecer trabalhando enquanto organiza sua futura administração.
Até 6 de janeiro, quando está prevista a posse, o desafio será conciliar as responsabilidades da função de delegado com a preparação para assumir o comando do Espírito Santo.
Vem aí — FALA, o canal de entrevistas do Portal ES FALA no YouTube, com Cirilo de Tarso.




