Foragido invade casa, faz reféns e assedia mulher em São Mateus; suspeito foi contido por moradores

A manhã desta segunda-feira (3) foi de pânico e desespero para uma família no bairro Guriri, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Um foragido da Justiça invadiu uma residência, anunciou um assalto, ameaçou os moradores e assediou uma mulher que estava no quarto com seu filho de dois anos.

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O suspeito chegou à casa pedindo um copo d’água e, ao ser atendido, anunciou o roubo, simulando estar armado. Ele afirmou que já havia baleado uma pessoa e ameaçou fazer o mesmo com as vítimas.

Após invadir a casa, o homem manteve os moradores reféns, dirigindo-se ao andar superior, onde estavam uma mulher e seu filho pequeno. Ele ordenou que os outros reféns permanecessem no andar de baixo e ficou sozinho com a mulher e a criança no quarto.

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De acordo com o relato das vítimas à polícia, o suspeito acariciou e beijou a mulher por cerca de 20 minutos, enquanto a criança estava presente. A situação só teve uma reviravolta quando a vítima afirmou que precisava ir ao banheiro e desceu as escadas, momento em que uma moradora confrontou o invasor.

Ao perceber a movimentação, vizinhos ouviram os gritos de socorro e agiram rapidamente. O criminoso foi contido pelos moradores até a chegada da Polícia Militar.

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Ao ser detido, o suspeito alegou à polícia que não havia cometido crime algum e que os gritos das vítimas foram um mal-entendido. Ele também afirmou que foi agredido pelos moradores, o que foi negado pelos vizinhos, que disseram apenas segurá-lo até a chegada dos agentes.

Após ser preso, o foragido precisou ser encaminhado a um hospital para atendimento médico. No local, uma funcionária reconheceu o homem e informou à polícia que ele havia tentado assaltá-la pouco antes do crime na residência. No entanto, ao ouvir que a vítima não tinha pertences, ele desistiu e disse que estava brincando.

Depois de receber atendimento médico, o criminoso foi conduzido à Delegacia Regional de São Mateus, onde deve responder por roubo, sequestro, cárcere privado e assédio sexual.

O caso gerou revolta e indignação entre os moradores de Guriri, que cobram das autoridades medidas para reforçar a segurança no bairro e evitar novos episódios de violência.

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