Na última terça-feira (18), Brasília foi palco do Brazilian Regional Markets, evento promovido pela Apex Partners para debater oportunidades de investimento e o potencial econômico dos estados brasileiros fora do eixo Rio-São Paulo – as chamadas “onças brasileiras”. Durante o painel “Integração entre Governo Federal e Governo Estadual para desenvolvimento dos mercados regionais”, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, destacaram a importância de atrair investimentos para as economias regionais.
Alckmin enfatizou a necessidade de descentralizar a economia e fortalecer parcerias entre o setor público e privado. Segundo ele, o Governo Federal deve atuar como facilitador, trazendo expertise técnica e incentivando o investimento privado.
“Um país do tamanho do Brasil precisa ser federativo, não unitário. O Governo não deve mais ser executor de tudo, nem provedor de tudo. Ele deve trazer expertise técnica e atrair o investimento privado. Descentralização é palavra de ordem”, afirmou Alckmin.
Casagrande, por sua vez, reforçou o compromisso do Espírito Santo com a responsabilidade fiscal e apontou projetos que impulsionam o desenvolvimento do estado. Entre os destaques estão a primeira Zona de Processamento de Exportação (ZPE) privada do Brasil, em Aracruz, o Portocel, também em Aracruz, e a renovação da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), atualmente em avaliação.
O presidente da Apex Partners, Fernando Cinelli, destacou que o objetivo do evento é ampliar a descentralização do crescimento econômico no Brasil e fortalecer o mercado de capitais para atrair investimento.
Um levantamento da ES Gás revelou que o Espírito Santo se tornou o líder nacional no volume de gás natural negociado no mercado livre. Em janeiro deste ano, 82% do gás distribuído para a indústria capixaba foi adquirido nesse modelo, superando Minas Gerais (35%), São Paulo (30%) e Rio de Janeiro (25%).
Segundo Fabio Bertollo, diretor-presidente da ES Gás, essa liderança se deve à migração das empresas capixabas para o mercado livre, impulsionada pelo Programa ES Mais+Gás. O vice-governador Ricardo Ferraço reforçou que essa ampliação permite a entrada de novos fornecedores, aumentando a concorrência e reduzindo os custos de produção para a indústria.
No setor agropecuário, os cafeicultores capixabas estão preocupados com o impacto do intenso calor no início do ano sobre a safra 2025/26. Embora as chuvas desde outubro tenham favorecido o desenvolvimento das lavouras, a previsão de temperaturas elevadas e precipitação abaixo da média em fevereiro pode comprometer a formação dos grãos.
Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) alertam que noites mais quentes podem prejudicar a qualidade do café, acelerando a secagem dos grãos antes da colheita e afetando o equilíbrio da bebida.
Fundo Cidades destina R$ 200 milhões para ações ambientais
Para mitigar os impactos ambientais, o governo do Espírito Santo anunciou a liberação de R$ 200 milhões pelo Fundo Cidades, destinado a projetos de infraestrutura e adaptação climática nos municípios capixabas.
O governador Renato Casagrande ressaltou que os investimentos fortalecerão a economia local e ajudarão as cidades a enfrentar desafios climáticos. O secretário de Meio Ambiente, Felipe Rigoni, destacou que medidas preventivas são essenciais para reduzir os impactos econômicos de desastres naturais.
Pelo terceiro ano consecutivo, o Espírito Santo alcançou o primeiro lugar no ranking de equilíbrio fiscal elaborado pelo Compara Brasil, que avalia as finanças públicas estaduais e municipais.
O estado registrou um índice de 78,7%, enquanto a média nacional foi de 92,7%. Os estados com pior desempenho foram Distrito Federal (99,5%), Rio Grande do Norte (97,8%), Amazonas (97,4%), São Paulo (97,2%) e Tocantins (96,1%).















