Uma mãe moradora do bairro Santa Helena, de nome Renata Ferreira, vive um drama para conseguir um exame essencial para o tratamento de seu filho de 11 anos, que sofre de epilepsia e outras condições neurológicas. Desde o dia 29 de novembro de 2024, ela luta para que o menino seja submetido a um vídeo eletroencefalograma com registro prolongado, um procedimento necessário para avaliar sua condição de saúde e ajustar sua medicação. No entanto, mesmo após a abertura de um processo no Ministério Público e uma ação judicial, o exame ainda não foi realizado.
A criança possui laudos que comprovam diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) e Epilepsia. O exame foi solicitado por médicos para monitorar suas crises epilépticas e evitar danos neurológicos irreversíveis. No entanto, a família enfrenta uma longa espera e erros administrativos no agendamento.
Após dar entrada no pedido através do posto se saúde do bairro Maria das Graças, a mãe recebeu a notificação de que o exame estava disponível no dia 2 de janeiro de 2025, mas, ao chegar ao local, descobriu que o exame agendado não era o correto. Um laudo médico confirmou que o exame necessário não está disponível na central de marcação de consultas e exames do SUS.
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Segundo pedido de exame/Enviado por Renata Ferreira.
Diante da situação, a mãe procurou o Ministério Público, que abriu um processo administrativo. No entanto, o exame foi novamente agendado de forma errada. Em resposta à segunda falha, o MP entrou com uma ação judicial, buscando garantir o direito da criança ao exame correto. Apesar disso, a mãe relata que não houve nenhuma decisão até o momento, e que a única resposta que recebe semanalmente do MP é para aguardar a decisão do juiz.
A falta do exame adequado coloca a saúde da criança em risco. Segundo especialistas, cada crise epiléptica pode causar morte de neurônios, afetando funções cognitivas como memória, atenção e concentração. Atualmente, o menino está sob dosagem máxima de medicações, sem a devida avaliação para um possível ajuste no tratamento.
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Renan Ferreira Lopes 11 anos está na fila de espera há meses por exame/Crédito mãe Renata Ferreira.
A mãe expressa sua angústia diante da situação. “Desde que ele foi internado por dez dias em dezembro, nada foi feito para agilizar esse exame. Toda semana ligo para o MP e nunca há um retorno positivo. Meu filho está sofrendo, e a demora pode comprometer ainda mais a saúde dele”, desabafa.
Diante da ineficiência do sistema, a mãe sugere que a Secretaria de Saúde de Colatina intervenha diretamente no caso, buscando uma solução emergencial. Segundo ela, se o exame não está disponível pelo SUS, o órgão deveria providenciar a realização do procedimento na rede privada, via compra emergencial.
A saga da mãe em conseguir o exame adequado para seu filho mostra a burocracia e a demora no atendimento de crianças com necessidades especiais no sistema público de saúde. A família segue aguardando uma resposta concreta, enquanto luta para garantir o direito fundamental à saúde do menino.















