Falso médico” é condenado a 33 anos de prisão pela morte de menina em São Mateus

Após mais de 12 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de São Mateus condenou Leonardo Luz Moreira a 33 anos e 11 meses de prisão em regime fechado. Apontado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) como um “falso médico”, ele foi responsabilizado pela morte da menina Ana Luisa Ferreira Marcelino da Silva, de 10 anos, ocorrida em janeiro de 2021, após atendimento prestado por ele no Hospital Estadual Roberto Silvares.

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Além da pena de prisão, Leonardo também foi condenado a pagar R$ 300 mil de indenização aos pais da vítima. O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (27), no Fórum de São Mateus, cidade onde o crime ocorreu. O réu foi considerado culpado pelos crimes de homicídio qualificado, exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica.

O Tribunal do Júri começou a sessão às 8h e foi encerrado às 20h07. A defesa tentou mudar o local do julgamento, alegando que São Mateus é uma cidade pequena e que isso poderia influenciar o veredicto, mas o pedido foi negado. Também foi recusado o requerimento para que a competência do julgamento fosse retirada da Justiça Estadual.

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Preso em dezembro de 2024, Leonardo foi detido no Paraná após descumprir uma ordem judicial que o impedia de deixar o país sem autorização. Segundo o MPES, ele estava cursando Medicina no Paraguai de forma presencial, o que indicava risco à aplicação da lei penal e à ordem pública.

Na manhã do julgamento, ele chegou ao fórum de São Mateus escoltado por uma viatura da Polícia Penal, por volta das 7h50. Após a sentença, deixou o local algemado.

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Ana Luisa morreu após ser atendida por Leonardo no Hospital Roberto Silvares, em fevereiro de 2021. De acordo com a mãe da menina, a professora Alessandra Marcelino, o falso médico diagnosticou erroneamente a filha com gastroenterite. O quadro de saúde da criança se agravou, e ela não resistiu.

As investigações da Polícia Federal, conduzidas na Bahia, revelaram que Leonardo adulterou documentos acadêmicos para simular mais anos de estudo em sua formação. Na transferência para uma faculdade brasileira, ele conseguiu computar quatro anos de curso, quando na verdade havia estudado apenas seis meses na Bolívia.

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