A China suspendeu a importação de carne bovina de um frigorífico de Colatina e mais dois no Brasil, após auditorias remotas apontarem “não conformidades” nos requisitos exigidos para o registro de estabelecimentos estrangeiros. A informação foi divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
De acordo com a entidade, a suspensão segue a regulamentação prevista para esses casos, e as empresas envolvidas já foram notificadas. Elas estão adotando medidas corretivas para atender às exigências da autoridade sanitária chinesa.
A decisão afeta três unidades frigoríficas no Brasil: uma da JBS, uma da Frisa Frigorífico Rio Doce e outra da Bon-Mart Frigorífico, segundo informações da agência Reuters. A suspensão ocorre em meio a uma investigação aberta pela China no final do ano passado sobre o aumento das importações de carne bovina, o que elevou o risco de restrições comerciais por parte de Pequim.
A Abiec informou ainda que, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), segue em diálogo com as autoridades competentes para resolver a questão rapidamente.
“Os demais estabelecimentos habilitados seguem operando normalmente, assegurando o fluxo das exportações de carne bovina brasileira ao mercado chinês”, destacou a associação em nota.
O governo brasileiro reafirmou a confiança na robustez do controle sanitário nacional, conduzido pelo Mapa, e garantiu que está atuando para solucionar os questionamentos apresentados com rapidez, garantindo a segurança e a qualidade da carne bovina exportada.
Nota Frisa:
A medida anunciada pela Administração Geral de Aduanas da China (GACC) em relação à carne produzida na nossa Unidade Nanuque/MG não afeta a operação e nem os empregos que geramos. Em função da suspensão temporária da compra de carnes desta unidade, até completa regularização da situação, estamos transferindo a produção para outros mercados distribuídos pelos cerca de 100 países para os quais estamos aptos a exportar.
Reiteramos que nosso frigorífico segue as mais rigorosas exigências sanitárias e que as não-conformidades apontadas na auditoria realizada remotamente pelo GACC, todas elas de simples solução, já foram ajustadas.
Importante destacar que, no caso da nossa empresa, a restrição de compra da China afeta somente a Unidade Nanuque e que continuamos exportando para o país a produção da Unidade Colatina (ES).















