O achachairu, fruta exótica originária da Bolívia, já pode ser encontrada no Espírito Santo e vem ganhando espaço no Brasil. E o melhor: Itarana, município localizado a menos de 70 quilômetros de Colatina, se tornou um dos polos de cultivo da espécie, trazendo novas oportunidades para os agricultores da região.
Pertencente à mesma família do mangostão e do bacupari, a fruta, de sabor agridoce, é frequentemente confundida com a siriguela. Seu nome tem origem no idioma guarani e significa “beijo de mel”.
Mesmo sem ser uma fruta nativa do Brasil, o achachairu vem se tornando uma fonte de renda extra para os agricultores de Itarana. Além da venda da fruta, produtores da região estão comercializando mudas produzidas em viveiros, ampliando as possibilidades de mercado.
Diante desse potencial, tramita na Assembleia Legislativa do Espírito Santo um projeto de lei que propõe conceder a Itarana o título de Capital Estadual do Achachairu.
A justificativa para o reconhecimento se baseia na sustentabilidade do cultivo, uma vez que a planta não exige podas frequentes, adubação intensiva e não possui registros de pragas ou doenças, reduzindo a necessidade do uso de defensivos agrícolas. Além disso, a valorização da fruta no mercado é significativa, podendo atingir até R$ 30 o quilo no Brasil.
Achachairu: alimento com potencial nutricional e farmacológico
Além do mercado promissor, o achachairu tem se destacado pelos seus benefícios à saúde. A fruta é rica em vitamina C e potássio, auxiliando na imunidade, digestão e hidratação do organismo.
Outro diferencial está na casca da fruta, que, apesar de não ser comestível, possui propriedades antioxidantes e pode ser utilizada no preparo de sucos e infusões.















