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Acompanhado por promotor pais vão à Secretaria de Educação para cobrar permanência de estagiários que auxiliam alunos com deficiência.

A possível dispensa de estagiários que auxiliam professores no atendimento a alunos com deficiência na rede municipal de ensino de Colatina tem gerado preocupação entre pais e responsáveis. Temendo impactos negativos no atendimento educacional de seus filhos, diversas famílias procuraram o Ministério Público para relatar o problema. Diante do crescente número de reclamações, o promotor […]

Por ES Fala
· 3 min de leitura Atualizado · 10 comentários
Acompanhado por promotor pais vão à Secretaria de Educação para cobrar permanência de estagiários que auxiliam alunos com deficiência.

A possível dispensa de estagiários que auxiliam professores no atendimento a alunos com deficiência na rede municipal de ensino de Colatina tem gerado preocupação entre pais e responsáveis. Temendo impactos negativos no atendimento educacional de seus filhos, diversas famílias procuraram o Ministério Público para relatar o problema.

Diante do crescente número de reclamações, o promotor de Justiça Marcelo Volpato convocou uma audiência com os responsáveis pelos alunos. Após o encontro, ele e um grupo de pais foram até a Secretaria Municipal de Educação para dialogar com a secretária Maricelis Caetano sobre a situação.

O principal ponto levantado pelas famílias é a sobrecarga dos professores, que precisam lecionar para turmas de até 30 alunos, ao mesmo tempo em que atendem crianças com deficiência. Segundo os responsáveis, sem o suporte dos estagiários, o ensino pode ser comprometido tanto para os estudantes com deficiência quanto para o restante da turma.

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Promotor Dr. Marcelo Volpato propõe audiência pública

Um vídeo gravado durante a reunião mostra a presença dos pais, da secretária Maricelis Caetano e do promotor Marcelo Volpato.

Ministério Público pode convocar audiência pública

Em entrevista, o promotor Marcelo Volpato afirmou estar muito preocupado com a situação e adiantou que pretende realizar uma audiência pública para ouvir os pais e responsáveis das mais de 800 crianças com laudo matriculadas na rede municipal de ensino.

O objetivo é debater as condições do atendimento educacional e garantir que as crianças com deficiência recebam o suporte necessário dentro das escolas municipais.

O QUE DIZ A PREFEITURA

A Prefeitura de Colatina informa que possui profissionais qualificados para a atenção pedagógica aos alunos com necessidades especiais, que são os professores de sala de aula regular e os educadores de atendimento educacional especializado, além da figura do cuidador para aqueles que alunos que mais precisam da auxílio em sua rotina. 

Estamos contratando novos profissionais como cuidadores por meio de processo seletivo para atender efetivamente a demanda escolar dos alunos com necessidades especiais.

Alertamos que a demanda é alta e que tentamos adequar a realidade local às atividades exercidas na escola, formando o quadro de servidores e buscando condições de trabalho que atraiam estudantes e profissionais ainda mais capazes e qualificados.

O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO

A legislação brasileira assegura o direito de estudantes com deficiência a receberem suporte adequado para garantir sua inclusão e participação efetiva no ambiente escolar. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) define o profissional de apoio escolar como aquele que auxilia nas atividades de alimentação, higiene e locomoção do estudante com deficiência, atuando em todas as atividades escolares necessárias, em todos os níveis e modalidades de ensino, tanto em instituições públicas quanto privadas.

Além disso, a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Lei nº 12.764/2012), complementada pelo Decreto nº 8.368/2014, assegura aos estudantes com transtorno do espectro autista o direito a um acompanhante especializado em sala de aula, quando necessário. Esse profissional deve possuir formação e capacitação adequadas para atender às necessidades específicas do aluno, garantindo sua adaptação e inclusão no ambiente escolar.

No entanto, não há uma lei federal específica que determine a presença de estagiários para auxiliar professores no atendimento a alunos com deficiência durante as aulas. A Lei do Estágio (Lei nº 11.788/2008) regulamenta as condições de estágio para estudantes, mas não especifica a utilização de estagiários como auxiliares para alunos com deficiência.

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10 comentários

  1. BETO PARTELLI

    A legislação é clara, É Direito dos Alunos! O promotor só tinha que ter notificado para cumprir a legislação e ponto final.

  2. Silvania Dueles

    As mães solicitam os estagiários porque foi uma forma que o município encontrou de “atender” as crianças como prevê a Lei. É claro que não há Lei que determine um estagiário porque a Lei exige um profissional com formação, o que parece até aqui ter sido inviável financeiramente ao Município, uma vez que sempre alegou cumprir a Lei pela contratação de estagiários.

  3. Anair Zanetti Costa Aguiar

    Obrigada.

  4. MAURICIO TERCIO

    Sou da Serra ES, aqui tbm está passando por esse lamentável problema no qual teria que ter uma atenção especial para aqueles que mais necessitam desses profissionais.

  5. Antonio Francisco Rui

    Essa secretaria de educação só pode que não sabe o que tá fazendo. Minha esposa e professora e chegou em casa quase chorando. Temo ela ficar doente por isso vou pedir pra ela sair dessa porcaria. Essa secretaria tá abusando do cargo que ocupa. Os professores não são burros de carga não. Votei no Renzo mas tô arrependido. Com Guerino não tinha essas coisas.

    1. Gilmar

      Faz o R!!!
      Colatina forte!! Povo Feliz!!!

  6. Jenice

    Na escola do meu filho não tem segurança, só fica lá uma professora pra todas as turmas e a merendeira,nem se quer tem um portão na entrada do pátio, tem muitas coisas erradas nas escolas que poderiam melhorar

  7. Jenice

    Na escola do meu filho não tem segurança, só fica lá uma professora pra todas as turmas e a merendeira,nem se quer tem um portão na entrada do pátio, tem muitas coisas erradas nas escolas que poderiam melhorar.

  8. Nil z

    Onde eu trabalho, todos tem acompanhante. Existe algum lugar que não tem? A gestão passada aumentou o número de salas, creches e reduziu o número de funcionários ou deixaram os contratos vencerem no início do ano. Por isso, está tendo estes transtornos.

  9. Maria da Glória

    Olá,
    Boa noite!
    Pela fala dos responsáveis eu super entendo,na verdade eles pretendem com essas desculpas é criar cabides de emprego..tenho certeza absoluta…
    Deus abençoe e cuide desses profissionais sobrecarregados .
    Sou Pedagoga aposentada e sei contar muito Bem essa história.

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