O Espírito Santo registrou 115 mortes no trânsito apenas nos dois primeiros meses de 2025. O dado, por si só alarmante, ganha contornos ainda mais preocupantes quando se observa o perfil das vítimas: 58 eram motociclistas, o que representa 50,4% do total de óbitos nas vias capixabas no período.
O número expõe uma realidade cada vez mais comum nas cidades e estradas do Estado: a vulnerabilidade de quem utiliza a motocicleta como meio de transporte — muitas vezes, também como ferramenta de trabalho.
“É uma situação preocupante, porque as motos se transformaram em veículos que são, para muitos brasileiros e capixabas, sinônimos de geração de renda. Então, é preciso entender o que está acontecendo, o porquê de tantas mortes tão precoces”, avalia o advogado criminalista e especialista em segurança pública, Fábio Marçal.
Segundo dados do Ministério dos Transportes, atualizados em janeiro de 2025, o Espírito Santo conta com 742.944 motocicletas e motonetas em circulação, o que representa cerca de 30% da frota total do Estado, que ultrapassa os 2,5 milhões de veículos.
Para Marçal, a reversão desse cenário exige uma mudança de postura urgente. Ele destaca que a educação no trânsito deve ser tratada como prioridade. “Campanhas educativas com motoristas e motociclistas, além de ações nas escolas, são muito necessárias. É preciso educar e encarar isso como problema de saúde pública”, reforça.
ES FALA: informação A Gazeta















