Maioria de moradores em situação de rua de Colatina são de outras cidades: veja de onde eles vêm

Como em várias outras cidades do Brasil, Colatina tem registrado a presença de moradores em situação de rua vindos de diversas regiões do Espírito Santo e também de outros estados, como Minas Gerais e Bahia. Somente no mês de março, 55 pessoas que viviam nas ruas da cidade foram identificadas e orientadas a retornar aos seus locais de origem, com apoio de passagens concedidas por meio da rede de assistência social da Prefeitura de Colatina.

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Entre os municípios capixabas mais citados como cidades de origem estão Serra, Cariacica, Vitória, Linhares, Pancas, Marilândia, Montanha, Baixo Guandu, São Gabriel da Palha, São Mateus e Itaguaçu. A maioria das pessoas atendidas também mencionou passagens recentes por cidades de Minas Gerais e da Bahia, revelando um fluxo migratório constante para o município de Colatina.

O levantamento foi possível graças à atuação da equipe de abordagem social da Prefeitura Municipal de Colatina, que percorre pontos estratégicos da cidade com o objetivo de identificar indivíduos em situação de rua e oferecer suporte para reconstrução de vínculos familiares, acesso a benefícios e reintegração social.

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Imagem crédito Secom municipal

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Entre os 55 atendidos no mês, estavam 43 homens e 12 mulheres, que receberam o benefício eventual de passagem para retorno às suas cidades. Em muitos casos, os próprios atendidos manifestaram o desejo de voltar para casa após um período em situação de vulnerabilidade nas ruas de Colatina.

O trabalho de identificação e encaminhamento é realizado pelo Centro Pop, que atua em conjunto com outros serviços da rede de proteção social, como CRAS, CREAS e unidades de acolhimento. Além da abordagem direta, o serviço também combate o trabalho infantil e outras situações de risco.

De acordo com a Secretária de Assistência Social de Colatina, Michela Penitente, o trabalho contínuo da abordagem social tem sido fundamental para ampliar o atendimento à população em situação de rua.

“Nosso compromisso é oferecer acolhimento e apoio para que essas pessoas possam reconstruir suas trajetórias. A abordagem social não se trata apenas de encaminhamentos, mas de um trabalho humanizado que busca garantir o acesso a direitos e oportunidades para a reinserção social”, destacou a secretária.

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