Agora

Caminhada pela conscientização do autismo reúne milhares de pessoas na Praia de Camburi

Evento promovido pela Amaes mobilizou entre 5 mil e 6 mil participantes em Vitória e reforçou a luta por políticas públicas e inclusão das pessoas com TEA

Por ES Fala
· 3 min de leitura · Sem comentários
Caminhada pela conscientização do autismo reúne milhares de pessoas na Praia de Camburi

A manhã deste domingo (6) foi marcada por uma grande onda de solidariedade e empatia na Praia de Camburi, em Vitória. Entre 5 mil e 6 mil pessoas participaram da tradicional caminhada de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovida anualmente pela Associação de Amigos dos Autistas do Espírito Santo (Amaes).

Com concentração em frente ao Píer de Iemanjá, o evento tingiu o calçadão de azul — cor símbolo da causa — com faixas, cartazes, camisetas e um clima de união e acolhimento. Famílias e apoiadores vieram de diversos municípios do Espírito Santo, como São Mateus, Aracruz, Jerônimo Monteiro, Irupi, Guaçuí, Domingos Martins, Viana e Cariacica. A caminhada também contou com a presença de participantes vindos de outros estados, como Pará e Rio Grande do Sul, segundo a Amaes.

Durante o percurso, a animação ficou por conta da banda da Guarda Municipal de Vitória, que, sobre o trio elétrico, deu o ritmo da caminhada com música e alto astral. No ponto de chegada, em frente ao antigo Hotel Aruan, crianças e famílias foram recepcionadas com uma programação especial de recreação, que incluiu brincadeiras, pipoca, algodão doce, picolés e atividades lúdicas.

“Somos o motor dessa transformação”, diz presidente da Amaes

A presidente da Amaes, Pollyana Paraguassú, agradeceu a presença das famílias e reforçou a importância do evento como ferramenta de mobilização social. Em seu discurso, ela destacou a força das famílias atípicas, o apoio de parceiros e patrocinadores, e a relevância da Lei Berenice Piana (Lei nº 12.764/2012) — que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

“Minha gratidão às mães, às famílias. São elas que fazem tudo isso acontecer. Nós, famílias, somos o motor dessa transformação. Que possamos caminhar juntos por mais um ano, fortalecendo a luta por políticas públicas que tornem nossos filhos cada vez mais visíveis, tirando-os da invisibilidade. Que hoje seja um marco dessa afirmação — não apenas como pais, mães e familiares, mas como seres humanos”, declarou.

EM COLATINA MINISTÉRIO PÚBLICA FAZ AUDIÊNCIA PÚBLICA

A possível decisão da Prefeitura de Colatina de retirar estagiários que auxiliam professores no atendimento a alunos com deficiência na rede municipal de ensino tem gerado intensa mobilização entre pais, educadores e membros da comunidade escolar. A preocupação central é que a ausência desses profissionais possa comprometer a qualidade da educação inclusiva oferecida aos estudantes com necessidades especiais.​

Atualmente, a rede municipal atende 1.218 alunos com laudos e diagnósticos que os classificam como público-alvo da Educação Especial, sendo 774 com deficiência, 404 com transtornos globais do desenvolvimento e 40 com altas habilidades ou superdotação.

Em resposta às manifestações dos pais, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) promoveu uma audiência pública na última quarta-feira (2) para discutir a questão. O evento contou com a participação de representantes da Secretaria Municipal de Educação, pais de alunos com deficiência, educadores e membros da sociedade civil. Durante a audiência, foram apresentados argumentos sobre a importância dos estagiários no suporte diário aos alunos com necessidades especiais e os possíveis impactos negativos de sua retirada.

Pais e educadores destacam que os estagiários desempenham um papel importantíssimo no processo de inclusão, oferecendo suporte individualizado e auxiliando na adaptação das atividades pedagógicas às necessidades específicas de cada aluno. A retirada desses profissionais, segundo eles, poderia resultar em retrocessos significativos na educação inclusiva do município. ​

A Secretaria Municipal de Educação, por sua vez, informou que está avaliando a situação e buscando alternativas para atender às demandas da educação inclusiva sem comprometer a qualidade do ensino. A pasta ressaltou que está aberta ao diálogo com pais e educadores para encontrar soluções que atendam aos interesses dos alunos com deficiência.​

A situação permanece em aberto, e os envolvidos aguardam um posicionamento definitivo da Prefeitura de Colatina sobre a manutenção dos estagiários nas escolas municipais.

Compartilhe esta notícia

Sem comentários

Deixe seu comentário

Os comentários passam por moderação antes de aparecer.

Mais em Estado

As notícias da semana no seu e-mail

Todo fim de semana, o resumo do que mais importou em Colatina, no Noroeste e no Espírito Santo. Grátis, e dá para sair quando quiser.