Comunidade: morador de Colatina mostra a realidade das noites e madrugadas no bairro Adélia Giuberti após interdição da Ponte Fontenelle

O tráfego intenso de caminhões pesados tem se tornado uma rotina desgastante para os moradores de Colatina, especialmente após o impedimento da passagem de veículos de grande porte pela Ponte Florentino Avidos, conhecida como Ponte Fontenelle, na BR-259. Sem opção segura e eficiente de desvio, os caminhoneiros são forçados a utilizar rotas alternativas por estradas de chão e pontes sem estrutura adequada, gerando congestionamentos, riscos à segurança e consequências diretas na vida urbana da cidade.

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Na noite desta quarta-feira (9), por volta das 23h, um vídeo enviado por um leitor do ES Fala registrou um engarrafamento na entrada da rua Leonel Ferreira, no bairro Adélia Giuberti, próximo ao Estadio Municipal, causado pela dificuldade de manobra de caminhões e carretas no trecho estreito e mal sinalizado. A gravação mostra filas de veículos parados, tanto de carga quanto de passeio, em mais uma cena que representa o sofrimento diário de moradores e motoristas.

Com a interdição da Ponte Fontenelle para veículos pesados — por razões de segurança —, o tráfego de caminhões passou a ser direcionado por uma estrada de chão sem pavimentação, pontes fragilizadas e acessos improvisados, que terminam nas vias estreitas e residenciais de Colatina. O problema se agrava no trecho de entrada da cidade, onde o bairro Adélia Giuberti virou rota obrigatória para veículos de carga que, muitas vezes, sequer conseguem concluir manobras sem causar transtornos.

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Morador filma fala de carretas em Colatina/Leitor

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Segundo relatos de moradores, interrupções no trânsito são frequentes, principalmente à noite, quando o fluxo de caminhões aumenta. A rua Leonel Ferreira, por exemplo, não possui espaço de giro suficiente para carretas longas, resultando em congestionamentos.

Além do impacto no trânsito, os moradores convivem com o barulho excessivo, risco de acidentes, poeira da estrada de chão e danos ao pavimento urbano, projetado para veículos leves.

Rotas alternativas sugeridas pelo DNIT:

  1. Vitória/ES para Baixo Guandu/ES:
    • Utilizar a BR-101 até o entroncamento com a ES-261 em Fundão (acesso para Santa Teresa).​
    • Seguir pela ES-261 passando por Santa Teresa, Itarana e Itaguaçu.​
    • Em Itaguaçu, acessar a ES-164 em direção a Baixo Guandu/Itaimbé e prosseguir por 24 km.​
    • No distrito de Itaimbé, pegar a ES-446 em direção a Baixo Guandu e seguir por 29 km até o destino.​G
  2. Governador Valadares/MG para Vitória/ES via BR-381:
    • Acessar a BR-381 e seguir até São Mateus, passando por Divino das Laranjeiras, Central de Minas, Mantena, Barra de São Francisco e Nova Venécia.​
    • Em São Mateus, acessar a BR-101 sentido Vitória.​
  3. Governador Valadares/MG para Vitória/ES via BR-262:
    • Acessar a BR-116 e seguir por 183 km até Manhuaçu/MG, passando por Engenheiro Caldas, Inhapim, Caratinga, Santa Rita de Minas e Santa Bárbara do Leste.​
    • Em Manhuaçu, acessar a BR-262 sentido Vitória e prosseguir por mais 247 km até o destino.​
  4. Vitória/ES para Governador Valadares/MG via Colatina/ES:
    • De Vitória, seguir pela BR-101 até o entroncamento com a BR-259/ES em João Neiva.​
    • Percorrer a BR-259/ES por 52 km até o entroncamento com a ES-080 em Colatina.​
    • Prosseguir na ES-080 por aproximadamente 100 km até o entroncamento com a ES-381, passando por São Domingos do Norte e Águia Branca.​
    • Seguir em direção a Barra de São Francisco e prosseguir por 180 km até Governador Valadares.​

Apesar dessas orientações, há relatos de que muitos motoristas de veículos pesados não estão respeitando as rotas sugeridas, optando por transitar por vias urbanas em Baixo Guandu e Colatina, o que tem causado transtornos significativos. ​

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