Vídeo: carretas em ruas estreitas, riscos e improvisos viram rotina em Colatina

O trânsito em Colatina enfrenta um dos períodos mais críticos dos últimos anos. Desde o impedimento da passagem de veículos pesados pela Ponte Fontenelle, na BR-259 — principal ligação com Baixo Guandu —, motoristas e moradores vêm enfrentando situações de risco e improviso em vias urbanas não preparadas para o alto fluxo e o peso de caminhões e carretas.

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Com a interdição da ponte federal, os caminhões estão sendo redirecionados para trajetos urbanos alternativos dentro de Colatina. A situação, que seria temporária, já mostra sinais de colapso. Um dos episódios que exemplifica a falta de planejamento e sinalização adequada ocorreu ontem no bairro Vila Nova. Uma carreta, que tentou cruzar uma rua estreita ao lado da padaria Novo Domício, quase colidiu com um poste. O motorista havia entrado por Vila Lenira e, sem qualquer orientação oficial e bom senso, seguiu por rotas residenciais. Foi preciso a ajuda de populares para evitar o acidente e orientar a manobra.

Além disso, o cenário tem agravado riscos em outras estruturas urbanas, como a Ponte Florentino Avidos, que não é adequada para receber veículos de grande porte. Mesmo com sinalização indicando a altura máxima permitida, não são raros os casos de colisões de caminhões baú que ficam presos ou danificam suas carrocerias ao tentarem atravessar a ponte. Em março deste ano, por exemplo, um caminhão ficou enganchado, provocando lentidão no trânsito e assustando pedestres.

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Carreta tenta passar por rua estreita em Colatina/Leitor

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Outro ponto crítico é a Ponte do Irajá, que, apesar de sua importância como ligação entre bairros, também não possui estrutura ideal para o tráfego de veículos pesados, foi necessário colocar estruturas de concreto em suas cabeceiras para que os caminhões não trafeguem. A sobrecarga gerou preocupação entre engenheiros e lideranças comunitárias, que temiam danos estruturais ou até acidentes mais graves.

A ausência de uma alternativa segura e a demora em soluções definitivas — como o início das obras da nova ponte na BR-259 — têm transformado Colatina em um verdadeiro labirinto para motoristas e um pesadelo diário para os moradores que precisam conviver com buzinas, lentidão, trepidações e risco constante de acidentes.

PONTE FONTENELLE

A Ponte Fontenelle, localizada no km 82 da BR-259 entre Colatina e Baixo Guandu, encontra-se parcialmente interditada desde 12 de março de 2025. A medida foi adotada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a realização de serviços de manutenção, visando garantir a segurança dos usuários e trabalhadores.

Durante o período de intervenção, a passagem de veículos está permitida apenas para automóveis leves, operando no sistema “Pare e Siga”. Caminhões, veículos de grande porte e ônibus estão proibidos de acessar a ponte até a conclusão dos serviços. A previsão inicial para a conclusão dos reparos é de 180 dias, podendo haver alterações conforme o diagnóstico realizado, o avanço dos serviços e as condições operacionais.

A interdição tem causado transtornos significativos na mobilidade urbana de Colatina e Baixo Guandu. O vereador Wladimir Rocha, de Baixo Guandu, solicitou ao DNIT urgência na reforma e adequação da estrutura da ponte, destacando os impactos negativos na economia regional e na segurança da população .

O DNIT recomenda aos condutores de veículos pesados que utilizem rotas alternativas para evitar transtornos. Uma das opções sugeridas é utilizar a BR-101 até o entroncamento com a ES-261, em Fundão, seguindo por Santa Teresa, Itarana e Itaguaçu. Em Itaguaçu, deve-se acessar a ES-164 em direção a Baixo Guandu, passando por Itaimbé e, posteriormente, pela ES-446 até o município.

Enquanto as obras não são concluídas, é importante que os motoristas estejam atentos às sinalizações e orientações das equipes no local, garantindo a segurança de todos os usuários da via

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