Um acidente de trabalho resultou na morte de um homem de 55 anos, identificado como João Calavorti Filho , na tarde desta terça-feira (29), em uma pedreira localizada no Córrego Maquigi, no KM 14 do Mutum, zona rural de Baixo Guandu.
De acordo com as informações iniciais, o trabalhador realizava um procedimento de preparação de uma pedra para corte, quando foi atingido. Uma máquina carregadeira havia acabado de colocar a rocha no chão, e, ao tentar reposicioná-la, a pedra acabou tombando sobre ele. O impacto foi fatal.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas, ao chegar ao local, a equipe médica apenas pôde constatar o óbito.
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Trabalhador é esmagado em pedreira no município de Baixo Guandu/Leitor
A Polícia Científica foi chamada por volta das 16h para realizar a perícia técnica no local do acidente. Após os procedimentos legais, o corpo da vítima foi removido e encaminhado ao Serviço Médico Legal (SML) de Colatina, onde passará por necropsia antes de ser liberado para sepultamento.
Colegas de trabalho relataram que o trabalhador João Calavorti Filho, havia dado entrada recentemente no processo de aposentadoria. Segundo os amigos, ele costumava comentar com entusiasmo que, ao se aposentar, pretendia aproveitar a vida com tranquilidade, especialmente se dedicando a uma de suas maiores paixões: a pesca. O sonho de viver dias mais leves acabou interrompido de forma trágica no ambiente de trabalho que frequentou por tantos anos.
As causas do acidente ainda serão investigadas.
ACIDENTES DE TRABALHO
A morte do trabalhador de 55 anos, nesta terça-feira (29), em uma pedreira localizada no Córrego Maquigi, interior de Baixo Guandu, indica os riscos enfrentados diariamente por profissionais do setor de extração mineral.
As pedreiras, ambientes de intensa movimentação de blocos de rocha e operação de máquinas pesadas, são consideradas áreas de alto risco para acidentes de trabalho. Entre os principais perigos estão deslizamentos de pedras, quedas, soterramentos, explosões mal controladas e falhas no manuseio de equipamentos.
De acordo com dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, do Ministério Público do Trabalho, o setor de extração mineral está entre os que mais registram acidentes graves e fatais no Brasil. Falhas em procedimentos de segurança, ausência de equipamentos de proteção individual (EPIs) e a falta de capacitação adequada estão entre os principais fatores que contribuem para esses incidentes.
Especialistas alertam que, embora a legislação brasileira exija a implementação de planos de segurança em áreas de mineração, muitas empresas do setor ainda operam com infraestrutura precária e protocolos de segurança falhos. A fiscalização, principalmente em regiões de difícil acesso e áreas rurais, também é um desafio.
O sindicato da categoria, órgãos ambientais e o Ministério do Trabalho têm reforçado a necessidade de treinamentos periódicos, uso correto de EPIs e presença de profissionais especializados em segurança do trabalho durante as operações.
ES FALA: imagem ilustrativa















