Criança morre por meningite bacteriana em Barra de São Francisco; Saúde descarta novos casos

Uma criança de 8 anos de idade morreu vítima de meningite bacteriana na última quarta-feira (30), em Barra de São Francisco. A informação foi confirmada neste sábado (3) pelo secretário municipal de Saúde, Elcimar de Souza Alves.

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Segundo o secretário, a menina era aluna da rede municipal de ensino e, após a confirmação do diagnóstico, foram adotadas medidas de bloqueio epidemiológico. “Não há nenhuma outra pessoa com sintomas, não há outros casos suspeitos. A situação está sob controle”, afirmou Elcimar.

A criança passou mal durante a madrugada da quarta-feira e foi levada para o Hospital Estadual Dr. Alceu Melgaço Filho, mas não resistiu e morreu ainda na tarde do mesmo dia. O exame que confirmou a causa da morte foi realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen-ES) e o resultado foi entregue à Secretaria Municipal de Saúde na sexta-feira (2).

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Em nota oficial, a secretaria lamentou a morte da estudante e informou que, logo após a notificação do caso, registrado no dia 1º de maio, foi iniciado o protocolo de resposta rápida. As equipes de saúde revisaram os cartões de vacinação dos colegas de sala da vítima e forneceram medicação preventiva para todas as pessoas que tiveram contato direto com a menina nos três dias anteriores ao óbito.

A meningite bacteriana é uma doença grave, de rápida evolução, e requer atenção especial, principalmente em ambientes escolares. As autoridades reforçam que as vacinas disponíveis no SUS são eficazes contra alguns dos tipos mais comuns da doença e que a imunização em dia é fundamental para a prevenção.

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COMO PREVENIR

A meningite bacteriana é uma das formas mais graves de infecção que acometem o sistema nervoso central, podendo levar à morte em poucas horas se não tratada rapidamente. A doença, que pode atingir pessoas de todas as idades, tem maior impacto em crianças pequenas, idosos e pessoas com imunidade baixa.

Embora casos graves ainda ocorram, a boa notícia é que a meningite bacteriana pode ser evitada com medidas simples e, sobretudo, com vacinação.

O que é a meningite bacteriana?

A meningite é uma inflamação das meninges — membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. No caso da forma bacteriana, ela é causada por diferentes tipos de bactérias, sendo as mais comuns:

  • Neisseria meningitidis (meningococo),
  • Streptococcus pneumoniae (pneumococo),
  • Haemophilus influenzae tipo b (Hib).

A doença é considerada uma emergência médica, já que pode evoluir rapidamente para complicações graves como surdez, sequelas neurológicas e até óbito.

Como a doença se transmite?

A transmissão ocorre por meio do contato direto com secreções respiratórias de pessoas infectadas — espirros, tosse, beijo ou compartilhamento de objetos como copos, talheres e escovas de dente.

Por isso, a aglomeração de pessoas em ambientes fechados, como escolas, creches, alojamentos e locais com ventilação inadequada, aumenta significativamente o risco de contágio.

Quais os sintomas?

Os principais sintomas da meningite bacteriana incluem:

  • Febre alta súbita
  • Dor de cabeça intensa
  • Rigidez na nuca
  • Náuseas e vômitos
  • Sensibilidade à luz
  • Confusão mental ou sonolência
  • Convulsões (em casos mais graves)
  • Em crianças pequenas: irritabilidade, choro constante, moleira inchada e recusa para se alimentar

Diante de qualquer suspeita, a recomendação é buscar atendimento médico imediato.

Como se prevenir?

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a meningite bacteriana. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente vacinas eficazes contra os principais agentes da doença:

  • Vacina meningocócica C conjugada
  • Vacina pentavalente (que inclui proteção contra o Hib)
  • Vacina pneumocócica 10-valente

Além da vacinação, outras medidas ajudam a reduzir o risco:

  • Higienizar bem as mãos com água e sabão ou álcool 70%
  • Manter ambientes ventilados
  • Evitar compartilhar objetos pessoais
  • Usar máscara em locais fechados ou com aglomeração, especialmente em surtos

O que fazer em caso de contato com alguém diagnosticado?

Quando há confirmação de um caso, a vigilância epidemiológica pode adotar o bloqueio com antibióticos profiláticos para pessoas que tiveram contato direto com o paciente nos últimos dias, como familiares, colegas de sala ou profissionais de saúde. Essa medida é essencial para conter a disseminação da doença.

ES FALA: imagem ilustrativa

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