Jaguaré decreta situação de emergência em saúde pública por surto de chikungunya

A Prefeitura de Jaguaré, no Norte do Espírito Santo, decretou nesta quarta-feira (7) situação de emergência em saúde pública devido ao aumento expressivo de casos de chikungunya no município. Desde o início do ano, 165 casos foram confirmados, número que preocupa autoridades locais e levou a adoção de medidas mais rígidas de controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.

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O crescimento dos casos é considerado alarmante. Em todo o ano de 2024, haviam sido registrados apenas 12 casos. No entanto, entre janeiro e a primeira quinzena de abril, esse número saltou para 93 confirmações, com mais 72 diagnósticos nos últimos 20 dias. O número de notificações saltou de 259 para 618 apenas em abril. Para efeito de comparação, em 2023, Jaguaré teve 29 notificações e nenhum caso confirmado da doença.

O decreto, assinado pelo prefeito Marcos Guerra, autoriza a execução de ações emergenciais para evitar a proliferação do mosquito, que também é vetor da dengue e do zika vírus. Entre as medidas previstas, agentes de fiscalização poderão entrar forçadamente em residências onde houver suspeita de focos do mosquito.

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Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 90% dos criadouros do mosquito estão dentro das casas. A situação é mais crítica no bairro Seac, onde se concentra a maior parte dos casos registrados. Para conter o avanço da doença, estão sendo realizados mutirões de limpeza nos bairros, com foco inicial na área mais afetada.

A prefeitura também fez um apelo à população para que realize a limpeza imediata de quintais, caixas d’água, calhas e outros locais que possam acumular água. Terrenos baldios também devem ser limpos com frequência, sob pena de advertências e multas para os proprietários que descumprirem as exigências.

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“Dada a gravidade da situação, penalidades – como advertência e multas – devem começar a ser aplicadas”, informou a administração municipal em nota oficial.

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