Médicas são indiciadas por homicídio culposo após morte de bebê durante parto em Aracruz

A Polícia Civil do Espírito Santo indiciou duas médicas, de 34 e 43 anos, por homicídio culposo – quando não há intenção de matar – pela morte do bebê Heitor Rossi de França, ocorrida cerca de uma hora após o nascimento, em 28 de dezembro de 2024, no Hospital São Camilo, em Aracruz, no Norte do Estado. Os nomes das profissionais não foram divulgados.

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Segundo relatos dos pais, as médicas insistiram na realização de parto normal por mais de 12 horas, mesmo após a gestante informar que não possuía passagem adequada e que o obstetra responsável pelo pré-natal havia recomendado a realização de uma cesariana. Ainda de acordo com os familiares, até mesmo um equipamento de sucção foi utilizado durante a tentativa de parto.

O caso gerou grande comoção em Aracruz e passou a ser investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCAI) do município. Conforme nota oficial da Polícia Civil, o inquérito foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário, resultando no indiciamento das duas médicas. A polícia informou ainda que não houve representação pela prisão das profissionais, pois os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva não estavam presentes.

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Apesar disso, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) poderá solicitar a prisão das médicas ou até mesmo a reclassificação do crime de homicídio culposo para homicídio doloso, caso entenda que houve intenção ou negligência grave. O MPES informou que aguarda a chegada do inquérito para análise e eventual adoção de medidas judiciais.

Relembre o caso

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O falecimento do bebê Heitor logo após o nascimento causou grande repercussão na cidade de Aracruz no final de 2024. Os pais do recém-nascido acusaram a equipe do Hospital São Camilo de negligência médica, registraram boletim de ocorrência e exigiram investigação sobre a conduta.

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