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Após pagar fiança, técnica de enfermagem de Colatina presa por suposta cobrança de R$ 15 mil por medicamentos é solta

Justiça determinou liberdade provisória mediante pagamento de R$ 6 mil e proibiu a profissional de atuar na área da saúde durante a investigação

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · Sem comentários
Após pagar fiança, técnica de enfermagem de Colatina presa por suposta cobrança de R$ 15 mil por medicamentos é solta

A técnica em enfermagem Joelma Rodrigues Ferreira, presa em flagrante na noite de terça-feira (20) sob suspeita de cobrar R$ 15 mil por medicamentos alternativos no Hospital Estadual Sílvio Avidos, em Colatina, obteve liberdade provisória nesta quinta-feira (22), após audiência de custódia. A soltura foi concedida pelo juiz Maxon Wander Monteiro, mediante o pagamento de fiança de R$ 6 mil e imposição de medidas cautelares.

Joelma foi autuada por estelionato qualificado, após ser denunciada pela esposa de um paciente internado na unidade. Segundo o boletim de ocorrência, a mulher relatou que pagou R$ 600 em espécie no dia 15 de maio, com a promessa de retorno a Minas Gerais para arrecadar o restante. A profissional teria insistido no pagamento do valor total, chegando a receber R$ 5.500 via Pix antes de ser denunciada. A prisão ocorreu no hospital, após a presença da Polícia Militar, acionada por um responsável técnico da unidade.

Apesar da gravidade do caso, o juiz entendeu que não havia risco concreto à ordem pública ou à aplicação da lei penal que justificasse a prisão cautelar, mas destacou que Joelma já possui outras duas autuações por crimes da mesma natureza. Por isso, além da fiança, foram impostas as seguintes medidas cautelares:

  • Suspensão do exercício da profissão de técnica em enfermagem;
  • Proibição de ingresso ou permanência em hospitais, clínicas ou estabelecimentos de saúde, públicos ou privados.

O Ministério Público do Espírito Santo, por meio da promotora Mariana Ferreira Ottoni, se manifestou a favor da liberdade provisória com fiança, considerando as condições do caso. Já a defesa de Joelma, representada pelo advogado Alexandre Fabres Kieper, argumentou pela descaracterização do flagrante, alegando lapso temporal entre o fato e a prisão. Afirmou ainda que a irmã da acusada teria devolvido R$ 6 mil à vítima, valor correspondente ao prejuízo.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou por nota que, ao tomar conhecimento do caso, acionou imediatamente a Polícia Militar e o Ministério Público. Confirmou ainda que a demissão da colaboradora foi iniciada, já que Joelma possui vínculo celetista. A Fundação iNOVA Capixaba, gestora da unidade, também está adotando medidas administrativas e encaminhou o caso ao Conselho Regional de Enfermagem (Coren).

A Sesa reforçou que o atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é 100% gratuito e que nunca havia registrado denúncia semelhante no hospital.

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