A BR-101, que cruza o Espírito Santo de norte a sul e mais 11 Estados, foi apontada como a rodovia mais perigosa do Brasil em 2024, de acordo com levantamento feito pelo site Autoesporte com base em dados do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Ao longo do ano, foram registrados 12.776 acidentes e 730 mortes em toda a extensão da via federal.
A BR-101 é a segunda estrada mais longa do país, atravessando 12 estados entre o Nordeste e o Sul. No Espírito Santo, ela é uma das principais vias de ligação entre as regiões Norte e Sul do estado, além de importante rota para o escoamento de produção agrícola, industrial e portuária.
O trecho capixaba da rodovia, embora parcialmente duplicado, ainda apresenta pontos críticos com pistas simples, tráfego intenso de veículos pesados e sinalização deficiente — fatores que elevam o risco de acidentes. Nos últimos anos, moradores, autoridades e entidades vêm cobrando maior fiscalização e avanço nas obras de duplicação em trechos considerados perigosos.
Além da BR-101, o levantamento também destacou a BR-262, como a 9ª rodovia mais perigosa do Brasil, com mais de 1.800 sinistros e 152 mortes em 2024. A rodovia federal é estratégica para o estado, interligando o litoral ao interior e ao Centro-Oeste do país.
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta que a malha rodoviária nacional ainda enfrenta diversos problemas de infraestrutura. Em seu estudo anual divulgado em novembro de 2024, a CNT identificou 2.446 pontos críticos nas estradas brasileiras, número ligeiramente menor que os 2.648 registrados em 2023. Ainda assim, estima-se que seriam necessários R$ 99,7 bilhões em investimentos para reverter o cenário.
Quem trafega pelas rodovias que cortam o Espírito Santo convive com riscos diários. O número crescente de acidentes demonstra a urgência de investimentos, fiscalização e ações concretas que garantam mais segurança aos usuários da BR-101 e demais vias federais que cruzam o estado.















