Uma boa notícia para milhares de atingidos pelo desastre de Mariana (MG): a Samarco, responsável pela gestão do Programa de Indenização Definitiva (PID), começou a liberar a correção de inconsistências bancárias que vinham impedindo o pagamento das indenizações de R$ 35 mil previstas no Acordo da Repactuação do Rio Doce.
Segundo advogados que atuam nos processos de indenização, a empresa autorizou, no final da última semana, que os dados bancários incorretos sejam corrigidos na plataforma oficial do PID. A medida deve destravar o pagamento para uma grande quantidade de pessoas que já haviam aderido ao programa e tido seus acordos homologados pela Justiça, mas seguiam sem receber os valores por erro no número da conta ou agência bancária informada.
Os casos de inconsistência vinham sendo uma das maiores reclamações dos requerentes desde o início do programa em fevereiro de 2025. Muitas das vítimas preencheram corretamente todo o processo de adesão, mas foram surpreendidas com a ausência do pagamento devido a falhas na digitação ou formatação dos dados bancários enviados.
Agora, com a liberação formal da Samarco, os advogados poderão solicitar diretamente as correções e agilizar os repasses, trazendo alívio para quem espera há meses pelos valores indenizatórios.
O PID é uma das frentes do acordo firmado entre a Samarco, autoridades públicas e órgãos do Judiciário para acelerar a reparação aos atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015. O prazo de adesão ao programa vai até 4 de julho de 2025, e a indenização tem valor fixo de R$ 35 mil por pessoa ou empresa atingida, desde que comprovado o vínculo com os danos causados.













