Condutores denunciam falta de informações claras sobre interdição da Ponte Fontenelle, entre Colatina e Baixo Guandur

Sem placas informativas, sem obra visível e com regras que mudam diariamente, motoristas reclamam de insegurança e desorganização no tráfego da BR-259

Motoristas que trafegam diariamente pela Ponte Fontenelle, entre os distritos de Itapina (Colatina) e Mascarenhas (Baixo Guandu), têm enfrentado desinformação e transtornos constantes por conta da interdição parcial da estrutura na BR-259.

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Um leitor do ES FALA, que depende da travessia todos os dias, relatou a falta de sinalização adequada, a ausência de obras no local e, principalmente, a insegurança causada pela falta de critérios claros sobre o que pode ou não passar pela ponte.

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Vídeo enviado por um dos leitores que reclamaram da situação/Leitor

“Necessito todos os dias da ponte Fontenelle (Itapina) e todos os dias pergunto aos controladores de tráfego o que está ou não autorizado a passar. Mas nem eles sabem responder. Às vezes caminhões passam, às vezes não. Não tem placas bem explicativas e nem informações corretas para os condutores. E o pior: não tem nenhuma obra visível no local. Nos ajude publicando isso, pois pode gerar alguma resposta para nós”, disse o leitor.

Desde o início das restrições no tráfego da Ponte Fontenelle, a população reclama da falta de organização nas medidas adotadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela via. A ponte, que tem mais de 90 anos de existência, já passou por vistorias técnicas em 2023 e 2024, e foi identificada a necessidade de intervenções estruturais para garantir a segurança da travessia.

No entanto, embora o DNIT tenha confirmado estudos e planejamentos para obras de reforma e reforço, até o momento nenhuma intervenção significativa foi iniciada na estrutura, conforme relato de moradores e condutores que utilizam a ponte diariamente.

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Outro problema recorrente apontado por usuários é a liberação ou proibição arbitrária de veículos pesados, como caminhões e ônibus, sem aviso prévio, o que prejudica especialmente transportadoras, agricultores e moradores de comunidades rurais da região.

Pedido por respostas

Com a ausência de comunicação oficial clara e atualizada, motoristas relatam se sentirem desamparados. Não há painéis de orientação, faixas ou placas fixas alertando sobre restrições, horários ou motivos das proibições, o que contribui para confusão e potencial risco de acidentes.

O ES FALA procurará o DNIT e os órgãos responsáveis para solicitar esclarecimentos sobre:

  • Quais tipos de veículos estão permitidos a atravessar a ponte;
  • Por que não há obra em andamento, mesmo com a interdição parcial;
  • Quando está prevista a execução da obra de recuperação ou reforço da ponte;
  • E quais medidas serão tomadas para melhorar a comunicação com os usuários da BR-259.

A população também pode contribuir com informações e denúncias por meio do WhatsApp do ES FALA. Esta é uma situação que impacta diretamente o trânsito, a economia e a segurança de centenas de pessoas que utilizam essa importante ligação entre Colatina e Baixo Guandu.

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