Teve início nesta quinta-feira (10) o pagamento dos Programas de Transferência de Renda (PTR) voltados a pescadores artesanais profissionais e agricultores familiares atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015. A tragédia ambiental, que afetou diretamente a Bacia do Rio Doce, continua gerando impactos quase 10 anos depois.
No Espírito Santo, serão beneficiados 21.007 pescadores e 4.793 agricultores familiares, segundo dados divulgados pelos ministros do governo federal durante coletiva realizada nesta quinta-feira (10), em Linhares, no Norte capixaba, um dia antes da chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participa da cerimônia oficial nesta sexta-feira (11), no Parque de Exposições da cidade.
De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência, Colatina terá 493 pescadores e 1.875 agricultores familiares contemplados pelo programa — somando 2.368 pessoas beneficiadas diretamente.
Confira os números por cidade:
Pescadores artesanais beneficiados no ES:
- Linhares: 5.696
- São Mateus: 4.364
- Conceição da Barra: 3.447
- Aracruz: 3.446
- Serra: 2.564
- Colatina: 493
- Baixo Guandu: 480
- Sooretama: 361
- Fundão: 134
- Marilândia: 22
Agricultores familiares beneficiados no ES:
- Colatina: 1.875
- Linhares: 1.692
- Marilândia: 698
- Baixo Guandu: 343
- Aracruz: 152
- Fundão: 29
- Sooretama: 4
Como funcionará o pagamento
O programa é parte do Novo Acordo Rio Doce, que prevê R$ 3,7 bilhões em repasses ao longo de até 48 meses. O valor do benefício será de um salário mínimo e meio (R$ 2.271,00) durante os três primeiros anos, e de um salário mínimo (R$ 1.518,00) no último ano.
A Caixa Econômica Federal será responsável pela operacionalização dos pagamentos, com prioridade máxima para os atingidos. A expectativa do governo é regularizar a situação econômica de milhares de famílias que vivem da pesca e da agricultura nos territórios afetados.
“Esse processo de pagamento já se iniciou. Em quatro anos, nos três primeiros de um salário mínimo e meio e no último ano de um salário mínimo, para reparar esses pescadores e agricultores atingidos diretamente pela tragédia”, afirmou o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência.













