Com atuação reconhecida em Colatina e região, o psicólogo clínico Max Regis de Oliveira tem dedicado sua prática a desmistificar a saúde mental e oferecer suporte a pessoas que convivem com transtornos emocionais que, muitas vezes, permanecem invisíveis. Em uma análise profunda, Max alerta para os múltiplos rostos da depressão, que vai muito além da tristeza e pode afetar homens, mulheres, crianças e adolescentes de maneiras diferentes — mas igualmente devastadoras.
Apesar dos avanços no debate público, a depressão segue sendo uma das principais causas de incapacidade no mundo. De forma silenciosa, corrompe o pensamento, o corpo e as relações, e só pode ser enfrentada com informação, acolhimento e tratamento.
A depressão não é apenas tristeza — e pode nem parecer com isso
Max destaca que a depressão pode se manifestar por meio de dores crônicas, distúrbios do sono, problemas digestivos ou sensações difusas de exaustão. Segundo ele, estudos clássicos e recentes, como os do Jornal de Pediatria e da Organização Mundial da Saúde, já apontam que o transtorno deve ser a principal causa de incapacidade no mundo até 2030.
“É comum que a pessoa deprimida veja a si mesma como inútil, o mundo como um lugar hostil e o futuro como um fardo. Isso altera tudo: as emoções, os pensamentos e até o corpo”, explica Max.
Nas mulheres, a depressão se esconde atrás da força
Estudos da American Psychological Association (APA) mostram que mulheres são quase duas vezes mais diagnosticadas com depressão do que os homens. No entanto, os sintomas nem sempre aparecem como tristeza. Muitas vezes, vêm camuflados em:
- Irritabilidade constante;
- Sensação de insuficiência em todos os papéis (mãe, esposa, profissional);
- Dores físicas, enxaquecas, distúrbios hormonais;
- Perda de interesse pelo sexo, pelos hobbies e pela convivência;
- Insônia ou excesso de sono.
“O maior perigo é a normalização desses sintomas. Tudo vira ‘coisa de mulher’, ‘TPM’, ‘estresse do dia a dia’. Mas não é. É depressão. E precisa de atenção”, alerta o psicólogo.
Nos homens, o silêncio é ainda mais perigoso
Apesar de menos diagnosticados, homens morrem mais por suicídio. Isso porque, segundo Max, demoram mais para procurar ajuda e sofrem com a pressão cultural de parecerem sempre fortes.
A depressão no público masculino costuma se manifestar como:
- Irritabilidade e agressividade;
- Aumento do consumo de álcool e drogas;
- Foco exagerado no trabalho ou em treinos exaustivos;
- Dor física sem causa aparente, insônia, apatia;
- Pensamentos recorrentes de fracasso e desesperança.
“É um colapso emocional que muitos tentam esconder. Mas saúde mental não é luxo — é prioridade”, reforça.
Na infância e adolescência, a depressão também existe — e precisa ser levada a sério
A depressão em crianças e adolescentes é uma realidade comprovada por estudos do Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH) e do Jornal de Pediatria. No entanto, é frequentemente confundida com “birra”, “rebeldia” ou “fase”.
Em crianças, os sinais podem incluir:
- Dores de cabeça ou barriga constantes;
- Isolamento, recusa em brincar ou ir à escola;
- Regresso de comportamentos infantis (como voltar a fazer xixi na cama);
- Irritabilidade extrema.
Em adolescentes, a depressão costuma aparecer como:
- Queda no rendimento escolar;
- Isolamento social;
- Transtornos alimentares e de sono;
- Explosões de raiva, autocrítica e falas de desesperança.
“Se não for identificada a tempo, a depressão nessa fase pode comprometer o desenvolvimento emocional por toda a vida. Mas se for cuidada, pode ser o ponto de virada para uma vida mais leve”, orienta Max.
A vida pode ser mais leve
“Não é fraqueza, preguiça ou falta de fé. A depressão é um transtorno real, que altera o funcionamento do cérebro. Quanto mais cedo a pessoa buscar ajuda, mais cedo poderá voltar a sentir prazer pelas pequenas coisas e reconstruir sua vida com saúde e leveza”, conclui Max Regis.
Contato para atendimento psicológico
(27) 99246-3839
Instagram: @max.regis
Max Regis de Oliveira – Psicólogo Clínico
CRP 16/8817














