Mais de mil imóveis retomados de devedores por inadimplência estão disponíveis para venda no Espírito Santo, seja por meio de leilões ou por compra direta, com descontos que podem chegar a 50% do valor original. Entre as cidades contempladas está Colatina, que conta com lotes e terrenos na lista de oportunidades.
O Banestes realizará, no próximo dia 12, seu primeiro leilão de 2025, oferecendo 39 imóveis distribuídos em 14 municípios capixabas. As opções vão desde apartamentos e casas até terrenos e propriedades rurais. Os lances iniciais variam de R$ 70 mil a R$ 8,9 milhões. Em Colatina, há terrenos disponíveis com valores iniciais atrativos, conforme o levantamento.
Além do Banestes, a Caixa Econômica Federal também está promovendo um grande leilão nacional, marcado para o dia 18, com descontos de até 40%. No Espírito Santo, há oportunidades como um apartamento avaliado em R$ 550 mil no bairro Hélio Ferraz, na Serra, e outro em Jardim da Penha, Vitória, com lance inicial de R$ 786 mil.
Riscos e cuidados
Comprar um imóvel em leilão pode ser vantajoso, mas exige atenção. Segundo o advogado Raphael de Barros Coelho, o comprador pode ter de lidar com a desocupação do imóvel, o que pode envolver processos judiciais e até força policial.
“Em alguns casos, o próprio banco faz a reocupação, mas há situações em que isso fica sob responsabilidade do comprador. O ideal é notificar, dar prazo e, se não houver acordo, registrar boletim de ocorrência e entrar com ação de despejo”, orienta.
Erivelton Moreira, presidente da Fenaci (Federação Nacional dos Corretores de Imóveis), relata que o valor abaixo do mercado muitas vezes está ligado aos riscos do processo. Além disso, especialistas recomendam analisar o edital do leilão, verificar possíveis dívidas associadas ao imóvel e, sempre que possível, visitar o local antes da compra.
Motivos para o aumento de leilões
De acordo com Carlos Augusto da Motta Leal, vice-presidente da OAB-ES e especialista em Direito Imobiliário, o crescimento do número de imóveis retomados está relacionado à maior eficiência da Justiça em lidar com casos de inadimplência, além da piora nas condições econômicas. “O número de imóveis retomados é diretamente proporcional à inadimplência e ao cenário econômico do país”, destacou.














