Colatina é um dos municípios com maior número de desaparecimentos registrados no Espírito Santo em 2025, com 40 ocorrências até o momento. O dado coloca a cidade no foco da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, lançada nesta terça-feira (5) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A ação tem como objetivo coletar material genético de familiares de pessoas desaparecidas, que será comparado com perfis nos bancos estaduais e no Banco Nacional de Perfis Genéticos. A medida pode ajudar na identificação de pessoas falecidas ou vivas que permanecem sem identificação formal.
No Espírito Santo, a campanha é coordenada pela Polícia Científica, por meio do Laboratório de DNA Forense (LABDNA). Desde o início da campanha, já foram cadastrados 292 familiares, 509 perfis genéticos de pessoas mortas sem identificação e 8 pessoas vivas ainda sem identidade conhecida.
Situação em Colatina e no Estado
Segundo o Observatório Estadual da Segurança Pública, o Espírito Santo já soma 1.206 desaparecimentos em 2025, com média de seis por dia. No interior, Colatina aparece atrás apenas de Linhares (54) e Cachoeiro de Itapemirim (51), e à frente de cidades como São Mateus (36) e Aracruz (35).
A participação na campanha é gratuita, sigilosa e voluntária, podendo ser feita por qualquer cidadão que tenha um familiar desaparecido. O material coletado será analisado de forma científica, com total confidencialidade.
Como colaborar
A coleta é realizada pela Polícia Científica, e os familiares interessados devem procurar o órgão para fornecer o material genético. A ação pode ser decisiva para localizar entes queridos desaparecidos há meses ou até anos.
A Polícia Civil reforça que o desaparecimento pode ser registrado imediatamente, sem a necessidade de aguardar 24 horas. O boletim de ocorrência pode ser feito em qualquer delegacia e informações adicionais podem ser enviadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.













