Moradores do bairro Santo Antônio, em Colatina, estão enfrentando uma realidade de abandono e descaso no acesso às próprias casas. A situação ocorre na rua Gonçalves Dias, no Beco 02, onde não há infraestrutura básica de calçamento ou pavimentação, o que torna a vida de dezenas de famílias ainda mais difícil.
O trajeto até as residências é feito pelo Beco 90, que possui uma parte com escada e calçada, mas que se transforma em um verdadeiro obstáculo ao chegar nas proximidades do Beco 02, onde a via não tem nenhum tipo de melhoria urbana.
Segundo os moradores, o acesso é precário mesmo em dias de tempo seco, e se torna praticamente inviável quando chove.
“Agora está seco, a gente já tem muita dificuldade pra subir e descer. Imagina isso aqui molhado devido à chuva”, disse um morador.
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As famílias relataram que, em dias chuvosos, crianças chegam a perder aulas devido à impossibilidade de se deslocar com segurança. Situações de emergência também se tornam dramáticas.
“Aqui tem gente acamada, que quando o Samu tem que buscá-lo é um desespero só. Meu marido sofre de epilepsia e é difícil demais para ter acesso”, contou uma moradora.
Casos de acidentes e quedas com fraturas já foram registrados no local, segundo relatos. Um montador de móveis, que precisou subir até uma das residências para trabalhar, resumiu o sentimento da comunidade:
“Nós estamos num local que quem passa pela rua principal sequer imagina que existem lugares como esses em Colatina precisando de socorro. Até hoje nada fizeram.”
Outra reclamação recorrente está ligada à iluminação pública. Os moradores afirmam que, após diversas reivindicações, foi instalado um novo poste de energia na localidade. No entanto, a luz foi direcionada para o lado oposto da escadaria, mantendo o trecho em completa escuridão.
Os moradores pedem a atenção urgente do poder público, lembrando que pagam regularmente seus impostos e taxas, mas não recebem o mínimo de retorno em termos de infraestrutura e segurança.
“A gente paga por serviços que nunca chegam. Queremos apenas dignidade para viver e acesso seguro às nossas casas”, desabafou uma moradora.















