Estudantes de Colatina simulam seleção natural com tecnologia e práticas interdisciplinares

Atividade realizada na Escola Estadual Geraldo Vargas Nogueira uniu Biologia, Matemática e ferramentas digitais para aproximar alunos do conceito de evolução das espécies

Na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Geraldo Vargas Nogueira, em Colatina, estudantes da 3ª série do Ensino Médio participaram de uma experiência inovadora para compreender, na prática, o processo de seleção natural. A sequência didática, intitulada “Tentilhões de Darwin – Simulando a Seleção Natural”, integrou metodologias ativas, ferramentas digitais com inteligência artificial e conexões matemáticas, permitindo que os alunos visualizassem de forma clara como o fator ambiental influencia a variabilidade genética dentro de uma mesma espécie.

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Como foi a atividade

A prática foi desenvolvida em três etapas.

  • Primeira aula: os alunos participaram da metodologia de “rotação por estação”, onde cada grupo representava uma ilha com diferentes tipos de sementes. “Ferramentas” simulavam os bicos das aves, adaptados a cada ambiente. Em rodadas de 20 segundos, os participantes precisavam coletar o máximo possível de grãos, reproduzindo as pressões seletivas da natureza.
  • Segunda aula: com os dados em mãos, os grupos montaram planilhas, calcularam médias e produziram gráficos, unindo Biologia e Matemática. O uso da tecnologia exigiu organização e atenção aos comandos, fortalecendo o aprendizado digital.
  • Terceira aula: os alunos apresentaram as conclusões em formato de seminário, explicando as influências ambientais na coleta das sementes, e finalizaram com um formulário on-line para autoavaliação e feedback.

Para a professora de Biologia Érica da Cunha Maciel Milanez, a proposta fez toda a diferença.

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“Com a abordagem deste ano com base nos três eixos, o conteúdo fez mais sentido para mim e para os alunos, uma vez que os alunos foram os protagonistas, chegando às suas próprias conclusões e expondo de forma significativa seus resultados”, destacou.

Os próprios estudantes também reconheceram a importância da experiência. Ana Luíza Kipert Fagundes, da 3ª série M01, contou que a turma “só oferece elogios e deseja ter mais aulas assim futuramente”. Já Myriã Patrocínio Batista, da mesma turma, ressaltou que o aprendizado foi maior tanto na execução das atividades quanto na devolutiva dos trabalhos.

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