A tradicional festa de Colatina, marcada pela grande presença de público, também foi o local de um problema que trouxe dor de cabeça a comerciantes que trabalharam dentro da área da festa. Notas falsas de R$ 100 foram repassadas a empreendedores durante o evento, causando prejuízos.
Um dos comerciantes, que trabalhava dentro da área da festa, contou que só percebeu a fraude após encerrar o expediente. Segundo ele, a movimentação intensa dificulta a verificação detalhada do dinheiro, já que a prioridade é atender os clientes com rapidez. “Em lugares assim, a gente acaba não tendo tempo de usar canetas ou equipamentos que identificam notas verdadeiras. Isso facilita para quem age de má-fé”, relatou.
Outro empreendedor, responsável pela venda de churrasquinho, também foi vítima da ação. Ele entrou em contato com a reportagem e enviou a imagem de uma da cédulas falsa recebida. O comerciante fez questão de alertar os colegas de trabalho para conferirem atentamente o caixa, evitando contabilizar cédulas falsificadas como se fossem verdadeiras.
A circulação de notas falsas em grandes eventos não é uma novidade, mas segue sendo um desafio para comerciantes. Especialistas lembram que ferramentas simples, como a caneta detectora de notas ou até a verificação da textura e marca d’água, podem ajudar a identificar rapidamente fraudes, mesmo em locais de movimento intenso.
AS CONSEQUÊNCIAS
De acordo com o artigo 289 do Código Penal Brasileiro, falsificar, fabricar ou alterar moeda nacional ou estrangeira pode resultar em pena de 3 a 12 anos de reclusão, além de multa. A legislação não diferencia o falsificador do comerciante ou consumidor que, conscientemente, coloca uma nota falsa em circulação.
Quando a pessoa não sabe que a nota é falsa
Caso alguém receba uma cédula falsificada e só perceba depois, não há crime se a pessoa tentar depositá-la ou repassá-la de boa-fé, sem saber da fraude. No entanto, se ao identificar a falsificação o indivíduo decide utilizá-la no comércio ou entregá-la a outra pessoa, passa a responder pelo crime de introdução de moeda falsa em circulação.
Como a Justiça trata o caso
Além da pena de prisão, a Justiça entende que a falsificação de moeda atinge não apenas o comerciante lesado, mas também a credibilidade do sistema financeiro nacional, já que a moeda é bem público de emissão exclusiva da União. Por isso, crimes dessa natureza costumam ser investigados pela Polícia Federal.
O que fazer ao identificar uma nota falsa
O Banco Central orienta que qualquer pessoa que receber uma cédula suspeita deve:
- Recusá-la no ato da compra, se possível;
- Acionar a polícia, caso perceba a fraude em flagrante;
- Se já estiver em posse da nota, levá-la a uma agência bancária, onde será retida e encaminhada ao Banco Central para análise.
Quem for pego tentando repassar notas falsas pode enfrentar não apenas a perda da quantia, mas também um processo criminal que resulta em antecedentes e até prisão.















