A instalação da Frente Parlamentar Mista das Ferrovias Autorizadas (Frenfer), nesta quarta-feira (27), em Brasília, trouxe novamente ao debate a importância da ampliação da malha ferroviária no país — e Colatina está no radar das futuras conexões ferroviárias.
O grupo, formado por 20 senadores e 9 deputados, pretende pressionar o governo federal pela apresentação do Plano Nacional de Ferrovias, previsto para fevereiro deste ano, mas ainda não lançado.
Projeto ligando Colatina a Linhares
Entre os projetos de ferrovias já autorizados pela União, está a Estrada de Ferro EF-A16, que ligará os municípios de Colatina e Linhares, no Noroeste capixaba. O empreendimento é de responsabilidade da empresa Morro do Pilar Minerais S.A. e integra a lista de 45 projetos aprovados desde a Lei das Ferrovias (14.273/2021), sancionada em 2021, mas que ainda não saíram do papel.
Outras iniciativas no Espírito Santo incluem linhas entre Ipatinga (MG) e São Mateus (ES), Barra de São Francisco (ES) e Brasília (DF) e Presidente Kennedy (ES) e Sete Lagoas (MG).
O presidente da Frente, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), defendeu maior celeridade no processo de licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama, alegando que a burocracia tem travado a implantação das ferrovias autorizadas.
“As ferrovias autorizadas representam a iniciativa privada e nascem sem depender de recursos públicos, com maior rapidez de implantação. Do meu ponto de vista, tem que se rever a forma de licenciar no Ibama para que o setor não fique parado”, afirmou.
Apesar do Marco Legal das Ferrovias ter sido aprovado em 2021, o Brasil ainda mantém a mesma extensão ferroviária de 29 mil quilômetros desde 1922. Atualmente, o transporte ferroviário representa 21,5% da matriz logística nacional, enquanto em países como a Austrália chega a 55%.
A possível implantação da linha ferroviária entre Colatina e Linhares é vista como estratégica para a região Norte e Noroeste do Espírito Santo, especialmente para o escoamento de cargas e fortalecimento da economia local.
Dados da Associação Nacional dos Transportes Ferroviários (ANTF) indicam que, mesmo sem expansão significativa da malha, o volume de carga transportado por ferrovias no Brasil cresceu 64% entre 2006 e 2023.















