O colatinense Joce Nunes Santos, ex-morador do bairro Operário, em Colatina, viveu momentos de tensão nesta quarta-feira (3) em Lisboa, Portugal. Ele estava a apenas cinco minutos de seu trabalho, no Centro da capital portuguesa, quando ocorreu o acidente com o Elevador da Glória, que deixou 17 mortos e mais de 20 feridos.
Assim que soube do ocorrido, Joce entrou em contato com o Portal ES FALA para relatar o drama e a intensa mobilização das equipes de resgate.
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Vídeo gravado pelo colatinense momentos após o acidente/Joce Nunes
“Toda a força de segurança está no local, uma verdadeira tristeza. Pela situação que se encontra o trabalho, tanto de resgate quanto o relacionado às consequências do acidente, mostram que o trabalho será bem complicado”, contou o colatinense.
Ele destacou ainda que havia utilizado o mesmo elevador poucos dias antes da tragédia. O bondinho, considerado um dos ícones turísticos de Lisboa, é bastante procurado por visitantes e moradores.
O descarrilamento ocorreu por volta das 18h15 (horário local), próximo à Avenida da Liberdade, uma das áreas mais movimentadas da cidade. Inicialmente, as autoridades confirmaram 15 mortes no local, mas o número subiu para 17 após duas vítimas não resistirem no hospital.
Mais de 20 pessoas ficaram feridas, sendo que sete permanecem em estado grave. Entre as vítimas está uma criança de 3 anos, que sofreu ferimentos leves.
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Colatinense trabalha próximo ao local do acidente/Leitor
De acordo com o Itamaraty, até o momento não há registro de brasileiros entre os mortos ou feridos. Em nota, o governo brasileiro manifestou solidariedade às famílias das vítimas e ao povo português.
O Elevador da Glória, inaugurado em 1885, é um dos meios de transporte mais tradicionais da capital portuguesa, ligando a Praça dos Restauradores ao Bairro Alto. O governo de Portugal decretou luto oficial em memória das vítimas.
Para Joce Nunes, que há pouco tempo esteve dentro do bondinho, a lembrança da tragédia ficará marcada:
“É muito triste saber que tantas vidas se perderam em um local por onde eu mesmo passei dias atrás. A sensação é de choque e impotência”, desabafou.















