A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Regional de Barra de São Francisco, com apoio do Serviço de Inteligência da Polícia Militar (PMES), prendeu na tarde desta quarta-feira (3) um empresário de 28 anos, investigado pelo crime de extorsão.
De acordo com as investigações, o caso teve início quando uma mulher em situação de vulnerabilidade financeira foi convencida a ceder o uso de suas contas bancárias ao suspeito. Após tentar reaver o controle de seus dados, a vítima passou a sofrer ameaças, perseguição em seu local de trabalho e intimidações com risco de violência física.
Esquema de golpes com iPhones
A delegada adjunta da Regional de Barra de São Francisco, Jéssica Bohrer, explicou que o investigado aplicava golpes em todo o Brasil por meio de uma loja de iPhones.
“Atualmente, com os bens bloqueados, ele passou a oferecer dinheiro a pessoas humildes para usar as contas bancárias delas, criando desculpas sobre não poder movimentar a própria conta. Assim, grandes quantias eram transferidas até que a agência identificava a incompatibilidade entre a renda do titular e o movimento financeiro, o que resultava no bloqueio da conta”, detalhou a delegada.
Segundo a Polícia, o empresário tem um extenso histórico criminal, com registros por estelionato, receptação e porte ilegal de arma de fogo.
A delegada lembrou que o suspeito já havia sido preso anteriormente durante a Operação Cydia Pomonella, deflagrada em maio de 2024 em Barra de São Francisco. Na ocasião, ele foi apontado como líder de uma organização criminosa especializada na venda de celulares adulterados, roubados ou sequer entregues aos compradores, lesando vítimas em todo o País por meio de uma loja física e também no ambiente virtual.
“Além disso, o investigado ostentava carros de luxo e viagens em fotos nas redes sociais ao lado da família”, destacou Bohrer.
O empresário foi preso em frente à sua residência, no bairro Irmãos Fernandes, em Barra de São Francisco. Ele foi conduzido para a delegacia, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis, e posteriormente encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.















