Câmara de Colatina aprova fim das eleições diretas para diretores escolares

Mudança divide vereadores e causa reação entre educadores que defendem participação democrática na gestão

Na noite desta segunda-feira (08), por volta das 20h38, a Câmara Municipal de Colatina aprovou um projeto que altera de forma significativa o processo de escolha dos gestores escolares da rede municipal.

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O Projeto de Emenda à Lei Orgânica nº 04/2025 modifica o artigo 260 da Lei Orgânica do Município e extingue a eleição direta para diretores e coordenadores escolares. Com a mudança, os cargos deixam de ser definidos por votação interna nas escolas e passam a ser ocupados a partir de critérios técnicos e processos de seleção estabelecidos pela administração municipal.

Durante a sessão, cinco vereadores se manifestaram contra a proposta: Jorge Guimarães, Marlucio, Marcelo Pretti, Ângelo Stelzer e Claudinei Costa.

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SE DEVE ACREDITAR EM COMPROMISSO DE CAMPANHA?

A postura do prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, em relação à escolha de gestores escolares, mostra uma dura realidade: compromissos assumidos em campanha podem ser descartados logo após a vitória nas urnas. Durante o período eleitoral, Vasconcelos havia se comprometido publicamente a preservar as eleições diretas para diretores e coordenadores das escolas municipais. Entretanto, uma vez no cargo, enviou à Câmara Municipal um projeto que extinguiu exatamente esse processo democrático.

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Na noite desta segunda-feira (08), a Câmara aprovou o Projeto de Emenda à Lei Orgânica nº 04/2025, que altera o artigo 260 e coloca fim à participação direta da comunidade escolar na escolha de seus gestores. A decisão transfere para a administração municipal a prerrogativa de selecionar os diretores com base em critérios técnicos definidos pelo Executivo.

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Vídeo mostra prefeito Renzo Vasconcelos criticando fala de eleições na rede municipal/Redes sociais

O contraste entre a promessa feita e a prática adotada não passou despercebido. Para muitos educadores, trata-se de uma quebra de confiança. “O prefeito havia se comprometido diante das câmeras e das pessoas, mas virou as costas para a democracia na gestão escolar”, relatou um professor que acompanhou a votação.

Renzo contou com votos favoráveis de parte da base aliada, enquanto cinco vereadores se posicionaram contra.

Críticos, no entanto, sustentam que o argumento não apaga o gesto de incoerência política. Para eles, a medida simboliza um retrocesso na participação democrática e abre espaço para indicações alinhadas ao governo, em vez de representativas da comunidade escolar.

A contradição entre discurso e prática expõe uma ferida aberta na política local: até que ponto os compromissos de campanha merecem crédito? No caso de Colatina, a resposta dada pela atual gestão parece clara — não se deve confiar cegamente nas promessas feitas em época de eleição.

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