Moradores de diferentes bairros de Colatina têm reclamado da falta de fiscalização por parte da Prefeitura em relação ao manejo de terras em obras de construção civil. Segundo denúncias, práticas de terraplanagem e transporte de grandes quantidades de terra estão gerando poeira excessiva, causando prejuízos às residências vizinhas e até problemas de saúde.
Nesta quarta-feira (10), moradores do bairro Vila Verde entraram em contato com a reportagem para relatar a situação. “A poeira entrou em toda a minha casa, além da sujeira. Tenho criança pequena em casa e o que é pior: o dono da obra não está nem aí”, disse um dos denunciantes.
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Poeira e prejuízos são causados por obras sem fiscalização, em Colatina/Leitor
De acordo com os relatos, em muitos casos os lotes precisam ser aterrados ou sofrem grandes deslocamentos de terra, mas as medidas preventivas, como a umidificação do solo, não são adotadas. Isso tem feito com que a poeira invada casas, trazendo prejuízos financeiros e riscos à saúde dos moradores.
No bairro Brisa do Vale, na Rua Luiz Wlherme Schulz, o problema já havia sido registrado semanas atrás. Um morador relatou que a movimentação de terra gerou gastos superiores a R$ 1 mil com limpeza e manutenção de piscina. “Posteriormente, a terra teve que ser retirada para dar lugar a outra construção e os transtornos aconteceram novamente, com novos custos de limpeza”, explicou.
Falta de normas e fiscalização
Embora existam regras que visam reduzir os impactos das construções à vizinhança, os moradores afirmam que poucos seguem as normas. A revolta aumenta quando as obras são conduzidas por empresas do setor. “Esses construtores se fazem de bobos, querem simplesmente erguer as residências para ter lucro e não estão nem aí pra quem mora perto”, criticou um morador do Vila Verde.
Os atingidos pedem que haja fiscalização efetiva e normas claras por parte do município para garantir que as obras não prejudiquem terceiros. Segundo moradores, em casos mais graves envolvendo meio ambiente e saúde, a recomendação é registrar denúncias também junto ao Ministério Público.















