A Justiça Militar concluiu, nesta sexta-feira (12), o julgamento dos policiais militares acusados de participação no movimento paredista de 2017, que paralisou a segurança pública no Espírito Santo. O Conselho de Justiça, composto por um juiz de Direito e juízes militares, decidiu pela desclassificação do crime de motim para desobediência, infração já prescrita.
Com a decisão, mais de 2 mil policiais foram inocentados. O julgamento durou três dias e analisou as teses apresentadas pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e pelas defesas dos acusados. Como a nova tipificação está prescrita, os réus não poderão ser responsabilizados judicialmente.
Recurso do Ministério Público
O MPES informou que vai recorrer da decisão. Para a Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar, as provas reunidas durante a investigação são contundentes quanto à prática do crime de motim, e não apenas de desobediência.
Em nota, o órgão destacou que atuou em todas as fases do processo buscando a preservação da ordem jurídica e reafirmou o compromisso de evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer no Estado.
O episódio ocorreu em fevereiro de 2017, quando familiares de policiais militares bloquearam a saída de batalhões, impedindo a atuação do efetivo. A paralisação gerou uma grave crise na segurança pública, com aumento expressivo da criminalidade, saques e violência em diversas cidades capixabas.














