Aluguel de mansões, presença em podcasts de finanças e ostentação de um estilo de vida milionário nas redes sociais. Essa era a fachada usada por Tiago de Souza Monteiro, de 37 anos, para conquistar a confiança de vítimas no Espírito Santo. Apresentando-se como especialista em investimentos, ele foi preso na terça-feira (23), em Campos dos Goytacazes (RJ), após investigação da Polícia Civil capixaba com apoio da corporação fluminense.
Segundo a Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa), Tiago convencia clientes de que tinha vínculos com uma grande corretora nacional e garantia que os aportes eram cobertos por um fundo de R$ 5 milhões. A promessa de segurança total atraía investidores que, iludidos, entregavam economias ao suposto consultor.
“Com esse discurso, as vítimas ficavam encantadas e passavam a investir cada vez mais dinheiro”, explicou o delegado Fabiano Alves, responsável pelo caso.
Para reforçar a imagem de sucesso, Tiago participava de eventos abertos do mercado financeiro e postava fotos como se fosse convidado especial. Chegou a gravar um podcast com mais de 500 mil inscritos, ampliando sua visibilidade. Nas redes sociais, exibia viagens, carros e ostentava um padrão de vida incompatível com a realidade.
As primeiras denúncias surgiram em abril deste ano, quando oito investidores — um de Vila Velha e sete de São Mateus — relataram perdas que somam R$ 3 milhões. A apuração mostrou que, desde 2020, Tiago movimentou cerca de R$ 45 milhões em contas bancárias.
Com a perda do capital aplicado, o falso consultor passou a se esconder, mudando de endereço com frequência para escapar da polícia. Durante o interrogatório, admitiu dever mais de R$ 14 milhões a diferentes investidores, mas negou responder sobre a corretora que dizia representar.
A Polícia Civil acredita que o número de prejudicados seja maior e já pediu o bloqueio das contas bancárias do acusado. A orientação é para que todas as pessoas que caíram no golpe procurem a Defa.
Tiago vai responder por estelionato.
O espaço segue aberto para manifestação da defesa do investigado.













