A Polícia Civil concluiu nesta sexta-feira (3) a investigação sobre denúncias de maus-tratos contra crianças em um hotelzinho de Linhares, no Norte do Espírito Santo. A proprietária do estabelecimento, de 44 anos, e duas funcionárias, de 18 e 19 anos, foram indiciadas e vão responder pelos crimes na Justiça.
O caso veio à tona em setembro, quando a mãe de uma criança relatou ter encontrado a filha com o olho inchado e avermelhado. A menina contou que sentia ardência no globo ocular e afirmou que uma das cuidadoras havia lançado um líquido contra os olhos dela.
A investigação apontou que as funcionárias acordavam as crianças de forma violenta, gritando, batendo nas portas e até lançando jatos de água misturados com creme capilar. Parte dessas práticas foi registrada em vídeo e passou a circular nas redes sociais, gerando indignação.
De acordo com a Polícia Civil, a empresária tinha conhecimento das denúncias contra as funcionárias, mas permitiu que ambas continuassem trabalhando sem supervisão. A proprietária é formada em Pedagogia, enquanto as funcionárias não possuem formação adequada para o cuidado infantil.
A Prefeitura de Linhares informou que o hotelzinho não possuía alvará sanitário para funcionamento e está com as atividades suspensas desde o início de setembro, quando começaram as investigações.













