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Estudantes analisam “ilhas de calor” em Colatina usando tecnologia de geoprocessamento

Projeto multidisciplinar revela como a falta de áreas verdes e o excesso de construções elevam as temperaturas em diferentes bairros da cidade

Por ES Fala
· 2 min de leitura · Sem comentários
Estudantes analisam “ilhas de calor” em Colatina usando tecnologia de geoprocessamento

A relação entre o crescimento urbano e o aumento das temperaturas nas cidades foi tema de um projeto de pesquisa inovador desenvolvido por alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Honório Fraga, em Colatina.
Entre os meses de julho e setembro, estudantes do Ensino Médio Integrado uniram conhecimentos de Geografia, Química, Física, Matemática e Biologia para investigar a desigualdade térmica urbana no município.

O projeto teve como objetivo principal compreender como a ocupação do solo e a cobertura vegetal influenciam o microclima urbano. Para isso, os alunos foram introduzidos ao uso do QGIS, um software de geoprocessamento amplamente utilizado em estudos ambientais.

Com base em dados reais sobre o território colatinense, os estudantes analisaram graus de impermeabilização do solo, densidade de edificações, presença de áreas verdes e corpos d’água. O resultado foi um mapa temático inédito que mostra de forma visual como a urbanização e a ausência de vegetação elevam as temperaturas locais.

O estudo confirmou a existência das chamadas “ilhas de calor” — regiões mais quentes dentro da malha urbana, geralmente associadas à ausência de áreas verdes e ao excesso de concreto e asfalto.

“No mapa, percebemos que os bairros com mais árvores são mais frescos, enquanto os com muito asfalto e poucas áreas verdes são bem mais quentes”, explicou a estudante Ana Clara Alves da Silva, da 3ª série.

Para a professora Angélica Comper, coordenadora da atividade, o projeto proporcionou um aprendizado multidisciplinar e transformador:

“Ao aplicar o QGIS, os estudantes compreenderam conceitos de geotecnologia e visualizaram, na prática, como o ambiente urbano se transforma com a ação humana. A desigualdade térmica é um reflexo direto do modo como ocupamos o território e planejamos nossas cidades.”

A iniciativa foi além da pesquisa científica. O trabalho também incentivou a reflexão sobre os impactos da urbanização desordenada, destacando a importância de políticas públicas sustentáveis e do uso racional do espaço urbano em Colatina.

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