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Marilândia registra recorde histórico de frio em outubro e se torna uma das cidades mais geladas do Espírito Santo

Temperatura caiu para 13,8 °C no início do mês; massa de ar polar trouxe frio atípico e prolongado à região Noroeste

Por ES Fala
· 1 min de leitura · Sem comentários
Marilândia registra recorde histórico de frio em outubro e se torna uma das cidades mais geladas do Espírito Santo

A primavera em Marilândia começou de forma bem diferente neste ano. Quem pensou que o calor retornaria logo após setembro precisou voltar a tirar os agasalhos do armário. De acordo com levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o município do Noroeste do Espírito Santo registrou o recorde de menor temperatura da história para o mês de outubro, com 13,8 °C no dia 1º.

O novo marco superou o recorde anterior de 16 °C, registrado em 2022. A queda foi resultado da atuação de uma forte massa de ar polar, que derrubou as temperaturas em várias cidades capixabas, inclusive no litoral.

Além de Marilândia, Vila Velha também quebrou seu recorde de frio: a cidade canela-verde, que em 2018 havia atingido 16,5 °C, marcou 14,8 °C neste outubro.

O fenômeno tem chamado a atenção dos moradores do Noroeste capixaba, acostumados a temperaturas mais elevadas nesta época do ano. Em Marilândia, o amanhecer gelado foi motivo de surpresa. “É difícil ver um frio desses por aqui em pleno outubro. A gente acorda e o vento parece de inverno”, relatou uma moradora do Centro da cidade.

De acordo com o Inmet, o declínio e a persistência de temperaturas amenas se devem à atuação de uma massa de ar frio intensa, que permanece sobre grande parte do Brasil. Normalmente, essas massas atuam com força até o início de outubro, mas a intensidade neste fim de mês é considerada atípica.

A empresa Climatempo também destacou a raridade do fenômeno. Segundo nota da instituição,

“Esse frio mais atípico para a época vem sendo causado pela atuação de uma forte massa de ar polar sobre o país. O sistema veio na retaguarda de uma frente fria, e algumas condições oceânicas e de ventos em escala global contribuíram para o avanço desse ar polar mais potente.”

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