O deputado estadual Sérgio Meneguelli (Republicanos) publicou, na noite desta terça-feira (12), um vídeo de desabafo em suas redes sociais afirmando que está sendo alvo de uma campanha para enfraquecer sua pré-candidatura ao Senado. A fala, que rapidamente ultrapassou 20 mil curtidas, é uma reação aos ataques públicos feitos por políticos ligados ao PL, especialmente o senador Magno Malta e o vereador de Vitória Armandinho Fontoura, ambos citados de forma indireta no discurso do ex-prefeito de Colatina.
“Estão querendo me derrubar”, disse Meneguelli, sem citar nomes, mas em tom direto aos adversários. Ele fez referência ao uso de tornozeleira eletrônica — numa clara alusão a Armandinho — e criticou “grupos que querem eleger filhas de candidatos”, numa referência à Maguinha Malta, filha do senador e pré-candidata ao Senado pelo PL.
Acusações e contra-ataques
O embate político entre Meneguelli e o grupo de Magno Malta se intensificou após o vereador Armandinho Fontoura usar a tribuna da Câmara de Vitória para chamar o deputado de “demagogo, fanfarrão e filhote de Gratz”, resgatando uma denúncia antiga de 2000 publicada por veículos de imprensa. Segundo essas matérias, o então vereador de Colatina teria sido denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo por suposta apropriação indevida de R$ 5 mil em um episódio relacionado à Assembleia Legislativa durante a chamada Era Gratz.
No vídeo (solicitado ao deputado pela nossa reportagem), Meneguelli negou veementemente as acusações, classificando-as como “inverdades criadas para destruí-lo politicamente”. “Estão publicando que eu estou sendo processado por um desvio de R$ 5 mil em 2002. Eu não ocupava cargo público nenhum. Eu era o dono de uma floricultura”, afirmou.
O deputado lembrou que, de acordo com registros oficiais da Câmara de Colatina, ele não exercia mandato entre 2000 e 2002. Seus quatro mandatos como vereador ocorreram entre 1983 e 1988 e 2005 a 2016.
Meneguelli também recordou o episódio das eleições de 2022, quando, segundo ele, foi impedido de disputar o Senado pelo próprio partido, o Republicanos, que optou por lançar Erick Musso, então presidente da Assembleia Legislativa. O deputado considera o episódio uma “rasteira covarde” articulada por líderes do PL e Republicanos. “Já fizeram isso comigo quatro anos atrás, quando eu era o grande favorito e me tiraram da disputa”, declarou.
Afirmando ser “100% ficha limpa”, Meneguelli rebateu as críticas e atacou os adversários:
“Os que estão tentando me denegrir têm duas condenações. O outro estava preso até pouco tempo atrás e ainda continua usando tornozeleira. Eles têm moral? Olha o passado deles!”
A disputa expõe tensões internas entre Republicanos, PL e PSD, siglas que protagonizam a reconfiguração política capixaba de olho em 2026. Meneguelli, atualmente no Republicanos, deve se filiar ao PSD em março, com o apoio do ex-governador Paulo Hartung, o que ampliou os ataques vindos do campo bolsonarista.
Para Armandinho e aliados de Magno Malta, a eventual candidatura de Meneguelli seria uma estratégia de Paulo Hartung para dividir votos da direita, beneficiando nomes ligados à esquerda. O vereador chegou a chamar o projeto de “estelionato eleitoral”.
Em tom emocional, o ex-prefeito de Colatina disse que não permitirá que ataques pessoais o afastem da disputa política. “Faz uma campanha diferente. Elege tua filha, teu irmão, quem quiser, mas me deixa em paz. Não jogue sujo, não. Se depender de mim e de Deus, eu vou continuar a minha carreira”, concluiu















