Vídeo íntimo vira instrumento de extorsão e leva vítima a acionar a PM em Colatina

Vítima afirma que suspeito usa ameaças e vídeo íntimo para exigir dinheiro e cometer novos crimes no bairro Vila Real

A Polícia Militar atendeu, na manhã desta sexta-feira (21), uma ocorrência de furto com arrombamento em um bairro de Colatina. O caso foi registrado por volta das 6h54, após um morador informar que teve a residência invadida durante a madrugada e que diversos pertences foram levados.

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Segundo a vítima, o suspeito teria quebrado a porta dos fundos para entrar na casa e furtado mantimentos perecíveis e não perecíveis, deixando o imóvel sem alimentos. O morador também relatou que a situação não é isolada: furtos semelhantes têm acontecido repetidamente nas últimas semanas.

Uma pessoa disse que o mesmo suspeito já teria levado oito botijões de gás, panelas, três aparelhos celulares e ainda realizado ameaças e extorsões, obrigando a transferência de valores via PIX que somam R$ 3.400, divididos em depósitos de R$ 600, R$ 300, R$ 2.000 e R$ 500.

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De acordo com o relato, o suspeito estaria se valendo de um vídeo íntimo, registrado entre ele e a vítima, para ameaçar divulgar as imagens nas redes sociais caso não recebesse dinheiro ou objetos diversos. As ameaças e extorsões já foram registradas anteriormente em boletins unificados, e a vítima voltou a procurar ajuda após o furto de um telefone celular na noite anterior.

Segundo informações o suspeito é conhecido pelas equipes, que possui outras ocorrências semelhantes registradas por diferentes vítimas.

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A equipe militar realizou buscas na região e encaminhou o novo registro às autoridades responsáveis, que deverão investigar o caso como furto qualificado, ameaça e extorsão, devido ao uso de chantagem envolvendo material íntimo.

Para preservar a segurança e a dignidade da vítima, o nome do bairro onde ocorreram os fatos e a identidade do denunciante não serão divulgados. Essa medida segue o compromisso do ES Fala de evitar qualquer exposição indevida em casos que envolvem extorsão, intimidade e vulnerabilidade emocional.

Como agir em casos de extorsão com vídeo íntimo

Casos de extorsão envolvendo vídeos íntimos, como o registrado em Colatina, têm se tornado cada vez mais frequentes e exigem atenção redobrada da população. Especialistas explicam que ninguém é obrigado a pagar qualquer valor diante de ameaças relacionadas à divulgação de imagens pessoais. A conduta é crime e deve ser denunciada imediatamente.
A orientação das forças de segurança é para que a vítima não ceda às exigências, não realize transferências e procure ajuda policial assim que receber a primeira ameaça. Registrar boletim de ocorrência é fundamental para interromper o ciclo de violência e permitir que os responsáveis sejam identificados.

Furtos recorrentes podem indicar extorsão psicológica

Quando furtos se repetem em um mesmo endereço, especialmente envolvendo o mesmo autor, isso pode indicar coerção psicológica ou dependência forçada, em que o agressor se aproveita da fragilidade emocional, financeira ou pessoal da vítima para continuar cometendo delitos.
Nesse tipo de situação, denunciar rapidamente é essencial para impedir que o agressor amplie o controle sobre a pessoa e evitar perdas materiais ainda maiores.

Orientações para evitar denúncias falsas ou manipulações

A vítima nunca deve tentar negociar sozinha ou “resolver por conta própria” com o autor das ameaças. Criminosos costumam prometer apagar vídeos ou parar com as extorsões, mas, na prática, continuam exigindo mais dinheiro.
Guardar conversas, comprovantes de PIX, prints de ameaças e horários dos acontecimentos ajuda na investigação e reforça as provas do caso.

Onde buscar ajuda

Pessoas que enfrentam ameaças, furtos recorrentes ou tentativas de extorsão podem procurar:

  • Polícia Militar – 190
  • Delegacia Especializada ou Plantão da Polícia Civil – 181
  • Delegacia Online, no site oficial do Governo do Estado
  • Defensoria Pública, para receber orientação jurídica gratuita

O mais importante é que a vítima não se isole e busque apoio o quanto antes. Extorsão e ameaça são crimes, e o direito à privacidade é protegido por lei.

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