Três anos de silêncio: caso de assédio sexual em Colatina segue sem conclusão e família cobra respostas

Vítima acusa cunhado, identificado pelas iniciais G.T.N., de assédio por mais de cinco anos; Polícia Civil diz que o caso segue sob sigilo e ainda não foi concluído

Passados três anos desde a denúncia registrada em agosto de 2022, familiares de uma mulher do bairro Maria das Graças, em Colatina voltam a cobrar respostas sobre um caso de assédio sexual que, até hoje, segue sem conclusão na Polícia Civil. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

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De acordo com o boletim de ocorrência, registrado no dia 11 de agosto de 2022, a vítima relatou que vinha sendo assediada há mais de cinco anos pelo cunhado, identificado apenas pelas iniciais G.T.N.. Segundo o depoimento, o suspeito enviava fotos nu, fazia propostas para manter relações sexuais e dizia possuir vídeos íntimos da comunicante, gravados sem consentimento enquanto ela tomava banho.

A vítima afirmou ainda que permaneceu em silêncio por anos porque “gostava muito” da irmã, mas que o desgaste emocional e o sofrimento psicológico se agravaram de tal forma que ela desenvolveu quadro de depressão, decidindo finalmente buscar ajuda policial.

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Outra jovem também teria sido filmada aos 15 anos

No boletim, a comunicante informou que uma prima sua também teria sido vítima do mesmo homem, e que um vídeo foi gravado enquanto a adolescente, então com 15 anos, tomava banho. Segundo o relato, essa jovem desenvolveu transtornos psicológicos em decorrência dos abusos sofridos.

A vítima pediu providências à Polícia Civil, afirmando que não suportava mais o assédio e o estado emocional provocado pela situação.

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Polícia Civil confirma investigação, mas diz que o caso está sob sigilo

Em nota enviada ao ES FALA, a Polícia Civil do Espírito Santo informou que o caso segue em investigação pela Deam de Colatina e que detalhes não podem ser divulgados porque se trata de crime sexual e está protegido por sigilo.

Apesar de o inquérito ter sido instaurado, a investigação segue sem conclusão três anos depois, sem informações públicas sobre indiciamento ou encaminhamento à Justiça. A demora gera revolta e crítica entre os familiares, que afirmam que a vítima continua emocionalmente abalada e à espera de respostas que nunca chegam.

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