Baixo Guandu em momento histórico: Lorrany Rodrigues se torna a primeira mulher negra a assumir vaga na Câmara em 90 anos

Suplente da Rede substitui vereador que renunciou ao mandato; posse marca avanço simbólico na representatividade racial e feminina no município

Baixo Guandu viveu, nesta segunda-feira (8), um marco histórico em seus 90 anos de emancipação política. Pela primeira vez, uma mulher negra assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. A posse de Lorrany Rodrigues, eleita primeira suplente da Rede Sustentabilidade nas eleições de 2024, aconteceu no final da tarde na sede do Legislativo.

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Lorrany assume a vaga deixada pelo vereador professor Messenas, que renunciou ao mandato após orientação da Procuradoria-Geral Federal. Servidor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), ele não poderia acumular o cargo de vereador com suas funções de professor e pesquisador.

Formada em curso superior, Lorrany possui atuação destacada na área social. Já trabalhou na Secretaria Municipal de Assistência Social e no hospital de Baixo Guandu. Em 2020, concorreu ao cargo de vice-prefeita, ampliando sua trajetória de participação política no município.

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Ao assumir oficialmente a cadeira, ela destacou o compromisso com os mais vulneráveis.
“Assumo o mandato consciente da responsabilidade, com o compromisso de buscar o melhor para a população de Baixo Guandu, com atenção especial às demandas que afetam as pessoas mais humildes”, afirmou.

Um passo histórico na representatividade

A posse de Lorrany reacende a discussão sobre diversidade e inclusão na política local. Em quase um século de história, Baixo Guandu teve pouquíssimas figuras negras no Legislativo. O primeiro vereador negro do município foi eleito apenas em 1954: o médico Celso Francisco Borges.

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Dr. Celso foi uma das figuras públicas mais influentes de Baixo Guandu. Presidiu a Câmara Municipal entre 1955 e 1956, foi eleito prefeito em 1958 e, posteriormente, deputado estadual em 1962 e 1966. Humanitário e profundamente ligado às causas populares, deixou grande legado até sua morte, em 1987.

O espaço permanece aberto para manifestações da nova vereadora, da Câmara Municipal e de demais lideranças políticas.

ES FALA: informações Folha 1

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