Marido de vítima levanta suspeita de terceiro veículo em acidente que matou colatinense na ES-080

Caso Leidimara Pernes, morta em colisão entre moto e caminhonete, permanece sem esclarecimento sobre suposto Volvo que teria provocado a ida da vítima para a contramão

A morte de Leidimara Moreira Pernes, de 30 anos, em um acidente na Rodovia ES-080, zona rural de Colatina, continua cercada de dúvidas quase três meses após a ocorrência. A motociclista morreu no local após colidir com uma caminhonete VW Saveiro, no km 23 da estrada que liga Colatina a São Domingos do Norte. Embora o boletim policial registre a possibilidade de um terceiro veículo — um Volvo — ter provocado a entrada da motociclista na contramão, a investigação não avançou nesse ponto.

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O acidente ocorreu em 24 de setembro de 2025, logo após a curva que dá acesso à Fazenda Santa Lúcia Raphael. Segundo o Boletim Unificado da Polícia Militar, uma informação inicial mencionava que a motociclista teria sido fechada por um veículo Volvo, sendo forçada a invadir a pista contrária.

A equipe da Polícia Científica que esteve no local realizou perícia e recolheu o corpo da vítima, confirmando apenas a colisão direta entre a motocicleta Yamaha XTZ 250, conduzida por Leidimara, e a caminhonete Saveiro. O laudo cadavérico emitido pelo Serviço Médico Legal mostra que a vítima sofreu politraumatismos severos, incluindo laceração da artéria aorta, múltiplas fraturas e choque hemorrágico — lesões compatíveis com impacto de alta energia.

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No local, apenas uma testemunha presencial foi identificada: o condutor de um VW Gol, que seguia atrás da Saveiro. Ele relatou ter visto o exato momento do impacto e afirmou que também quase foi atingido, mas não mencionou a presença de um terceiro veículo.

Família cobra esclarecimentos

Diante da ausência de conclusões sobre o suposto Volvo mencionado no registro inicial, familiares de Leidimara sustentam que pode ter havido participação de um terceiro veículo, que teria fechado a motociclista e provocado sua entrada na contramão. Para eles, esse ponto deveria ser aprofundado pela investigação, que, segundo afirmam, não avançou desde o dia do acidente.

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Até o momento, não há informações oficiais apontando responsabilização ou nova linha investigativa. O caso depende de eventuais novas testemunhas, imagens, rastreamento de veículos na região ou confirmação do comunicante que não foi localizado.

O espaço permanece aberto para manifestação da Polícia Civil e demais envolvidos, caso desejem se posicionar ou apresentar novas informações.

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