Uma nota de repúdio assinada por quase 100 pessoas e protocolada oficialmente na Câmara Municipal de São Domingos do Norte contra a vereadora Andressa Aparecida Ferreira Siqueira (MDB) e gerou repercussão no município de São Domingos do Norte.
O documento deu entrada no Legislativo no dia 5 de dezembro de 2025, sob o Processo nº 000391/2025, conforme registro oficial da Casa. A manifestação é subscrita por servidores públicos, moradores e usuários da Unidade de Saúde Eugênio Malacarne, que relatam uma série de condutas atribuídas à parlamentar dentro da unidade, classificadas como desrespeitosas e intimidatórias.
De acordo com o texto, os episódios teriam ocorrido de forma recorrente e extrapolado os limites da fiscalização institucional, assumindo contornos de humilhação pública, constrangimento e ofensas verbais direcionadas a profissionais que atuam no atendimento à população.
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Nota de repúdio assinada por quase 100 pessoas e protocolada oficialmente na Câmara Municipal de São Domingos do Norte.
A nota destaca que “nenhuma autoridade pode se valer de sua posição para humilhar, intimidar ou constranger trabalhadores que estão exercendo seu dever”, sustentando que o comportamento atribuído à vereadora seria incompatível com o exercício do mandato eletivo.
Os signatários afirmam ainda que as atitudes relatadas comprometem o ambiente de trabalho, afetam diretamente a qualidade do serviço prestado à população e ferem princípios básicos da moralidade administrativa e do respeito institucional, especialmente em um setor considerado sensível, como a saúde pública.
O peso político do documento também chama atenção. As quase 100 assinaturas representam uma parcela expressiva do eleitorado que participou da última eleição municipal, considerando que a vereadora foi eleita com 299 votos. O dado amplia a dimensão do episódio e evidencia um abalo na relação entre a parlamentar e parte da comunidade que deveria representar.
Com a protocolização, a manifestação deixa o campo das redes sociais e passa a integrar oficialmente os registros do Poder Legislativo, o que obriga a Câmara Municipal a avaliar os fatos narrados conforme o rito regimental.
A reportagem informa que o espaço permanece aberto para que a vereadora Andressa Aparecida Ferreira Siqueira (MDB) possa se manifestar, apresentar sua versão dos fatos ou esclarecer os episódios mencionados na nota de repúdio. Caso haja posicionamento oficial, o conteúdo será atualizado, em respeito ao contraditório e ao direito de resposta.















