Uma família de Baixo Guandu vive dias de tristeza à espera de uma decisão judicial que permita a liberação de um corpo já identificado por exame de DNA e que permanece no Instituto Médico Legal, em Colatina.
Segundo relato encaminhado à redação do ES FALA, o trabalhador Claudinei de Souza, operador de máquina em uma pedreira do município, saiu do trabalho em um domingo do mês de outubro e não retornou nos dias seguintes. A família iniciou buscas e naquela mesma semana, tomou conhecimento da localização de um corpo encontrado às margens de um rio em Baixo Guandu.
Diante da suspeita de que se tratava do familiar desaparecido, parentes compareceram ao IML de Colatina, onde foram observadas características compatíveis. Para confirmação oficial, foi realizada a coleta de material genético de uma filha da vítima, dando início ao exame de DNA.
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Corpo de operador de máquina foi encontrado no Rio Doce, em Baixo/Redes sociais
O resultado, que confirmou a identidade, foi divulgado apenas na semana do Natal. No entanto, mesmo após a confirmação, o corpo ainda não pôde ser liberado para sepultamento, pois, de acordo com os protocolos legais, é necessária determinação judicial para a retirada.
A situação tem causado profundo sofrimento à família, especialmente à mãe da vítima, uma idosa de 86 anos, que já havia enfrentado outras perdas recentes e permanece inconsolável diante da impossibilidade de realizar o sepultamento do filho.
Diante do impasse, a família informou que contratou um advogado, que protocolou uma petição em caráter de urgência junto ao Poder Judiciário, solicitando a autorização para a liberação do corpo e a realização do sepultamento. No entanto, até o momento, não houve manifestação ou decisão sobre o pedido. A situação tornou-se ainda mais delicada em razão do recesso do Judiciário, período em que a tramitação de processos e a apreciação de demandas urgentes tendem a ocorrer de forma mais restrita, prolongando a espera da família.
Esclarecimento do IML
Em contato com a reportagem, o Instituto Médico Legal esclareceu que a liberação de corpos só pode ocorrer mediante autorização judicial, mesmo nos casos em que a identidade já tenha sido confirmada por exames técnicos, como o DNA.
O órgão informou ainda que corpos não identificados podem permanecer sob custódia por períodos que chegam a seis meses ou mais, embora o prazo técnico recomendado seja de até dois meses. Esse tempo pode ser ampliado em razão de investigações, exigências legais ou da ausência de decisão judicial.
O IML ressaltou que possui interesse direto na liberação dos corpos, tanto por motivos humanitários quanto operacionais. Segundo a instituição, as câmaras frigoríficas operam atualmente com capacidade elevada, o que mostra a necessidade de maior celeridade nos trâmites judiciais para autorização de sepultamento.
Enquanto aguarda uma decisão, a família faz um apelo por sensibilidade e rapidez do Judiciário, afirmando que o único desejo neste momento é poder dar ao ente querido um enterro digno e permitir que a mãe, já fragilizada, tenha ao menos o direito de se despedir.
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