Espírito Santo registra duas mortes por dengue em 2025; Baixo Guandu está entre os municípios com incidência média

Boletim da Sesa aponta mais de 30 mil casos confirmados no Estado e alerta para a circulação do sorotipo 3 do vírus, que não era registrado desde 2011

O Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou, por meio do 52º Boletim Epidemiológico da Dengue, divulgado no último dia 30, duas mortes causadas pela doença no Espírito Santo ao longo de 2025. Os óbitos ocorreram nos municípios de Anchieta e Baixo Guandu.

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De acordo com o levantamento, entre a Semana Epidemiológica 1 de 2025 (29 de dezembro de 2024 a 4 de janeiro de 2025) e a Semana 52 (21 a 27 de dezembro de 2025), o Estado notificou 35.341 casos prováveis de dengue, número que inclui ocorrências confirmadas e ainda em investigação. Desse total, 30.211 casos foram confirmados, o que representa uma incidência de 921,85 casos por 100 mil habitantes.

O boletim também chama atenção para a identificação, em 21 de fevereiro de 2025, da circulação do sorotipo 3 do vírus da dengue (DENV-3) no Espírito Santo. Segundo a Sesa, antes desse registro, o último caso desse sorotipo no Estado havia sido identificado em 2011.

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A reintrodução de um sorotipo que não circulava há mais de uma década é considerada um fator de risco pela vigilância epidemiológica, pois pode aumentar a probabilidade de casos mais graves da doença, especialmente em pessoas que já tiveram contato com outros sorotipos do vírus.

Considerando a incidência acumulada das últimas quatro semanas epidemiológicas, quatro municípios foram classificados com incidência média de dengue: Laranja da Terra, Fundão, Baixo Guandu e Anchieta. Nenhuma cidade apresentou incidência alta nesse período.

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As demais localidades do Estado aparecem classificadas com incidência baixa, incluindo municípios da Região Metropolitana, como Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica.

O Ministério da Saúde adota três níveis para a classificação da dengue nas últimas quatro semanas:

  • Baixa: menos de 100 casos por 100 mil habitantes
  • Média: de 100 a 300 casos por 100 mil habitantes
  • Alta: acima de 300 casos por 100 mil habitantes

Esse indicador é utilizado como ferramenta de alerta e para orientar ações de prevenção e controle da doença.

Prevenção segue como principal arma

A Sesa informa que a eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal estratégia de prevenção da dengue. Entre as orientações estão evitar o acúmulo de água parada, manter caixas-d’água bem vedadas e limpar com frequência recipientes que possam servir de criadouros.

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