Ao menos 13 secretários de Casagrande são cotados para disputar eleições em 2026; entre eles, Guerino Balestrassi

Movimento envolve quase metade do secretariado do governo do Espírito Santo e pode provocar mudanças nas pastas até abril, por conta do prazo de desincompatibilização

Ao menos 13 secretários que integram atualmente a gestão do governador Renato Casagrande (PSB) estão cotados para disputar vagas na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) ou na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. O número representa cerca da metade do secretariado estadual, já que o Executivo capixaba conta hoje com 27 pastas em sua estrutura administrativa.

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Entre os nomes mais comentados nos bastidores políticos está o do Guerino Balestrassi, atual secretário de Estado e um dos quadros mais experientes do grupo político liderado pelo governador Renato Casagrande. Com longa trajetória na vida pública capixaba, Balestrassi já ocupou cargos estratégicos no Executivo estadual e mantém forte interlocução com prefeitos, lideranças regionais e setores organizados da sociedade, o que o coloca como um nome competitivo para a disputa proporcional em 2026. Sua eventual candidatura é vista por aliados como parte do esforço do governo para preservar capital político no Legislativo, especialmente em um cenário de transição de poder no Palácio Anchieta. Embora ainda não haja anúncio oficial, o secretário é tratado internamente como pré-candidato viável, tanto pelo histórico administrativo quanto pela capacidade de articulação política construída ao longo dos anos.

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Secretário Guerino Balestrassi entre os pré-candidatos a uma vaga na Ales/Redes sociais

Além dos secretários, dirigentes de órgãos e subsecretários ligados ao alto escalão do governo também surgem como possíveis integrantes de chapas para o Legislativo estadual e federal, ampliando o alcance político do grupo governista para o próximo ciclo eleitoral.

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Movimentação política ganhou força em 2025

Embora o movimento tenha se intensificado nos últimos meses de 2025, a primeira sinalização com viés eleitoral ocorreu ainda no início do ano passado, quando o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) deixou a Secretaria de Estado de Desenvolvimento. A saída teve como objetivo permitir dedicação às articulações políticas que resultaram em sua confirmação como candidato do grupo ao Governo do Estado em 2026, anúncio feito no fim de dezembro.

Com Renato Casagrande no fim do segundo mandato consecutivo e impedido de disputar novamente o Executivo estadual, analistas avaliam que a possível candidatura em bloco de secretários faz parte de uma estratégia para manter e ampliar a influência política do grupo governista tanto na Ales quanto na Câmara dos Deputados.

Disputa entre Ales e Câmara Federal

A projeção atual indica que cinco nomes do alto escalão devem disputar vagas na Assembleia Legislativa, enquanto outros oito tendem a concorrer a cadeiras na Câmara dos Deputados. Parte desses secretários já definiu a legenda pela qual pretende concorrer; outros ainda negociam filiação ou avaliam se efetivamente entrarão na disputa.

Três secretários citados como potenciais candidatos estão, neste momento, sem vínculo partidário. Entre eles está Fabrício Noronha, secretário de Cultura, cujo nome aparece mais no campo da especulação.

Prazo legal pode provocar mudanças no governo

A entrada de secretários na corrida eleitoral deverá provocar mudanças no comando das pastas até o início de abril. De acordo com a legislação eleitoral, ocupantes de cargos públicos de confiança que pretendem disputar eleições precisam se afastar das funções dentro do prazo legal de desincompatibilização.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), secretários de Estado que desejam concorrer aos cargos de deputado estadual ou federal devem deixar o cargo até seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026.

Outro ponto importante é que os interessados que ainda não possuem partido precisarão estar filiados e com domicílio eleitoral regularizado até o início de abril, prazo decisivo para a formação das chapas que disputarão as eleições do próximo ano.

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