Um homem suspeito de cometer uma série de crimes de violência sexual na orla de Guriri, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, foi preso nesta sexta-feira (23). O nome do investigado não foi divulgado, já que a prisão não ocorreu em flagrante nem havia mandado de prisão preventiva expedido até o momento da divulgação.
Segundo a polícia, o suspeito agia sempre com o mesmo modo de operação: abordava casais durante a madrugada, ameaçava as vítimas com uma faca, rendia o homem — que era amarrado — e, em seguida, cometia a violência sexual contra a mulher.
O primeiro caso veio a público na madrugada do dia 19 de novembro de 2025, no Posto 6 da orla de Guriri. A vítima, uma mulher de 30 anos, relatou que ela e o namorado foram surpreendidos por um homem armado com uma faca. Após render o casal, o suspeito amarrou o rapaz e violentou a mulher, fugindo logo depois.
Após o crime, o casal procurou a polícia e retornou ao local com apoio policial para tentar localizar um aparelho celular. Nesse momento, um segundo casal compareceu para registrar uma tentativa de estupro, ocorrida no Posto 8 da orla. As vítimas relataram que o mesmo homem ordenou que o rapaz se deitasse no chão e que a mulher retirasse a roupa, mas conseguiram distrair o suspeito e fugir.
Equipes policiais realizaram buscas na região e localizaram pertences que seriam do agressor, porém ele não foi encontrado naquele momento.
Com a repercussão dos casos, a Polícia Civil passou a investigar um terceiro crime, que teria ocorrido no dia 13 de novembro. De acordo com o delegado responsável, o número de registros já passa de cinco ocorrências com características semelhantes. A corporação orienta que outras possíveis vítimas procurem a polícia para formalizar a denúncia.
O suspeito foi localizado em uma oficina mecânica no bairro Rúbia, em Nova Venécia, no Noroeste do Estado, onde recebeu voz de prisão. Durante a abordagem, um aparelho celular foi apreendido.
Após a prisão, o homem foi encaminhado à Delegacia Regional de São Mateus e, depois dos procedimentos legais, deverá ser levado ao Centro de Detenção Provisória (CDP), onde permanecerá à disposição da Justiça.













