Gasolina cai na refinaria, mas não na bomba: redução quase não chega aos postos de Colatina

Mesmo após anúncio de queda de R$ 0,14 por litro, motoristas encontram repasse de apenas 1 a 4 centavos e questionam quem ficou com o desconto

Mesmo com a redução no preço da gasolina para as distribuidoras já em vigor, os motoristas de Colatina ainda não sentiram alívio no bolso. Nesta terça-feira (27), levantamento feito pelo Portal de Notícias ES Fala junto a cinco postos de combustíveis do município mostrou que apenas um deles apresentou queda no valor do litro da gasolina — e ainda assim, de forma quase imperceptível.

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Na prática, o que era para representar uma redução mais significativa acabou se traduzindo em repasses tímidos, variando entre 1 e 4 centavos por litro. Para quem abastece diariamente, a sensação é de frustração e déjà-vu: o preço sobe rápido, mas quando baixa, o movimento é lento — ou simplesmente não acontece.

Conta que não fecha

O anúncio nacional da redução promovida pela Petrobras gerou expectativa de alívio ao consumidor. No entanto, a realidade observada em Colatina levanta uma pergunta inevitável: quem ficou com o restante do desconto?

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A conta é simples. Se a redução anunciada foi de R$ 0,14 por litro, e o consumidor viu, no máximo, R$ 0,04 refletidos na bomba, isso significa que entre 10 e 13 centavos ficaram retidos no meio do caminho da cadeia de distribuição.

Enquanto isso, o consumidor final continua pagando praticamente o mesmo valor de antes.

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Postos viram alvo, mas explicação não aparece

Mesmo com a diferença evidente, quem acaba no centro das reclamações são os postos de combustíveis, já que é na bomba que o motorista sente — ou deixa de sentir — qualquer mudança. Ainda assim, para o consumidor comum, falta clareza sobre onde exatamente o desconto trava e por que a lógica parece sempre funcionar em mão única: aumentos imediatos, reduções arrastadas.

“Quando sobe, sobe no mesmo dia. Quando baixa, a gente nem percebe”, é a reclamação mais comum entre motoristas ouvidos pela reportagem.

A esperança de ver o preço cair ainda existe, mas vem acompanhada de ceticismo. Muitos motoristas já encaram o anúncio de reduções com desconfiança, sabendo que o impacto real na bomba costuma ser mínimo — quando chega.

Enquanto não há transparência sobre o repasse integral das reduções, o consumidor segue fazendo o que sempre fez: abastecendo sem entender por que o preço da gasolina desce tão devagar.

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