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Indústria de R$ 65 milhões vai gerar mais de 400 empregos e criar nova rota de fertilizantes em Aracruz

Adufértil lançará pedra fundamental de misturadora em Aracruz; projeto é estratégico para reduzir custos e fortalecer setor florestal

Por ES Fala
· 2 min de leitura · Sem comentários
Indústria de R$ 65 milhões vai gerar mais de 400 empregos e criar nova rota de fertilizantes em Aracruz

O Norte do Espírito Santo receberá um investimento de R$ 65 milhões com a instalação de uma nova misturadora de fertilizantes em Aracruz. A pedra fundamental da unidade será lançada no próximo dia 26, marcando o início oficial das obras.

O empreendimento será implantado pela Adufértil, empresa que integra a multinacional Indorama Corporation, grupo químico com sede em Singapura. A operação ocorrerá em uma área da Suzano, em parceria também com a Portocel.

Mais de 300 empregos na implantação

Durante a fase de construção, a previsão é de geração de mais de 300 empregos. Quando entrar em operação, prevista para 2027, a unidade deverá manter cerca de 100 postos de trabalho diretos.

A capacidade estimada da planta é de até 180 mil toneladas de fertilizantes por ano. Os insumos serão importados e chegarão pelo Portocel, terminal portuário conectado à Estrada de Ferro Vitória-Minas, o que reforça a logística estratégica da região de Barra do Riacho.

Brasil importa 80% dos fertilizantes

O investimento ganha relevância em um cenário em que o Brasil — um dos maiores produtores de alimentos do mundo — importa aproximadamente 80% dos fertilizantes que consome.

A expectativa é que grande parte da produção da nova unidade seja adquirida pela Suzano para uso em suas florestas de eucalipto no Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. O excedente será destinado ao mercado.

Redução de custos para indústria da celulose

O projeto também tem um componente estratégico para a economia capixaba. No fim de 2025, a Suzano anunciou a redução da produção em suas fábricas de celulose em Aracruz, motivada, entre outros fatores, pelo alto custo da madeira vinda de Minas Gerais, já que não há matéria-prima suficiente no Espírito Santo para abastecer totalmente a operação.

A instalação da misturadora em Barra do Riacho surge como uma alternativa para reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade da cadeia produtiva.

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